Pugliesi é alvo de nova ação pública por exercício ilegal da profissão: entenda o caso do reality show

11 de setembro de 2017 ● POR Pedro Cunácia

Dona de uma imensidão de fãs que seguem a sua vida e a sua rotina de exercícios físicos pelas redes sociais, Gabriela Pugliesi está no meio de mais uma polêmica. A musa obteve, através de uma produtora carioca, a autorização da Ancine para captar R$ 2,4 milhões para fazer um reality show, “A vida é mara”, com cenas de seu dia a dia.

Mal vista por professores e profissionais de Educação Física (ela não possui formação na área), Pugliesi não foi poupada de críticas na internet. Alvo de outras ações que também questionam o seu comportamento enquanto “influenciadora de atividades físicas sem formação adequada”, Pugliesi se posicionou:

“Foi a produtora Rio Cinema Digital que me convidou para o projeto. Achei uma boa oportunidade de mostrar outros lados da minha vida, não só o que mostro nas redes sociais. Não pretendo seguir nessa produção e quem pode captar o dinheiro é a produtora, com a qual não tenho nada a ver”.

Mais de 33 mil pessoas já assinaram a petição para que Gabriela não tenha seu reality. “Foi aprovada verba de 2,4 milhões de reais para produção de Reality Show da blogueira Gabriela Leda Pugliesi pela Lei Rouanet / Ancine – projeto 01416.022516/2017-42. Como é de conhecimento de todos a mesma possui rede social na qual expõe excessivamente sua vida 24 horas por dia, através de videos e fotos. Já foi comprovado em diversas postagens e vídeos que ela incentiva transtornos alimentares e de imagens (pesquisem ‘Gabriela Pugliesi Enviar Nudes). Cuspir chocolate, comer pelada em frente ao espelho. As postagens sempre com pouca roupa e em fotos com o parceiro de forma bem erótica. Lembrando que a maioria dos seguidores são adolescentes em fase de desenvolvimento de personalidade. Sem formação acadêmica nenhuma, tem como fonte de renda se exibir nas redes sociais com vocabulário sofrível e escasso.

Gabriela Pugliesi ja foi investigada e responde a vários processos criminais por exercício ilegal da profissão: CRN (por exercício ilegal da profissão de nutricionista) e CREF (por exercício ilegal da profissão de educador físico). Diversas vezes denunciada ao CONAR por violar as normas de publicidade. Sendo assim, em que essa pessoa pode contribuir para a cultura do BRASIL? Esse dinheiro é para promover a cultura e auxiliar profissionais de índole, ética e carácter. Pedimos o cancelamento da verba, visto que este é proveniente de recursos públicos oriundo de impostos e deve ser utilizado por pessoas que atendam os mínimos requisitos de um cidadão que age dentro da lei. Se a blogueira deseja realizar tal empreitada deve procurar recursos na iniciativa privada e não se beneficiar de recursos públicos”, diz o texto da ação civil.

Matéria original publicada pelo site Extra.