Recreação hospitalar: o papel do profissional de educação física na equipe multidisciplinar

14 de julho de 2017 ● POR pedro.cunacia@nortemkt.com

A conduta lúdica é parte inerente da vida humana e tem sido analisada como um fator importante no ajuste das condições de qualidade da vida contemporânea, entre outras vantagens, por exercer um papel regulador das tensões cotidianas. Porém, nem sempre a conduta lúdica tem sido respeitada como um comportamento natural e primário na espécie humana, uma vez que, em algumas circunstâncias, o ser humano se torna privado de expressar-se espontânea e ludicamente.

Ainda que se reconheça socialmente a importância da atmosfera lúdica para as crianças, muitas vezes, elas se veem privadas de experiências capazes de atingir as expectativas desta fase do desenvolvimento. É o que se evidencia quando a ótica recai sobre crianças, as quais, por motivo de saúde, encontram-se confinadas em hospitais ou acamadas, acometidas de doenças que exigem tratamento demorado ou recuperação prolongada. Este é, justamente, o interesse deste estudo, no sentido de compreender as formas atuais de inserção do componente lúdico da recreação, com base na participação do Profissional de Educação Física em equipe multidisciplinar atuante no ambiente hospitalar, procurando contribuir com as reflexões acerca deste universo.

Resumo
Este estudo qualitativo investigou as perspectivas metodológicas, os conteúdos, os possíveis resultados e o papel dos profissionais de Educação Física atuantes em equipes multidisciplinares com a recreação hospitalar. O estudo constou de pesquisa exploratória, do tipo survey, aplicada a 20 sujeitos adultos, voluntários, de ambos os sexos, atuantes em equipe multidisciplinar de um hospital em Leme, SP. Os dados analisados descritivamente, por Análise de Conteúdo Temático, indicam que o tempo de engajamento desse profissional nessa equipe foi, em média, 12,8 meses. O profissional de Educação Física age com alegria, frente aos pacientes, o que o torna bem aceito. Os conteúdos utilizados por esses profissionais nas intervenções foram brincadeiras, fantoches, dramatizações e música. A equipe percebeu alterações positivas nos pacientes, depois da atuação do Profissional de Educação Física, sendo seu papel considerado importante na equipe multidisciplinar. Sugerem-se novas ações para ampliar a participação deste profissional em equipes multidisciplinares de saúde.

Para acessar o estudo, na íntegra, clique: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/1416/2763

Autores: Diego Padovan; Gisele Maria Schwartz
Publicação: Motriz, Rio Claro, v.15 n.4 p.1025-1034, out./dez. 2009