Sim! Você deve participar de grupos de pesquisa em EF

19 de junho de 2017 ● POR pedro.cunacia@nortemkt.com

Ampliar o leque de possibilidades dos estudantes de educação física representa um desafio para os professores universitários. Embora a área fitness esteja consolidada e conte com um mercado amplo, os grupos de estudos das universidades ajudam a abrir horizontes para quem está inserido no ambiente acadêmico.

Os grupos de estudos na área da educação física geralmente estão ligados a um laboratório de pesquisa de uma universidade. Os professores responsáveis pelo laboratório se reúnem com os alunos a cada 7 ou 15 dias e discutem projetos que estão sendo desenvolvidos pelos estudantes de pós-graduação e graduação. Eventuais novidades da área também são abordadas, assim como capacitações técnicas e científicas que ajudarão os alunos no desenvolvimento de seus projetos.

Bruno Smirmaul, autor principal da “EFBE – Educação Física Baseada em Evidências” e responsável por um grupo de estudos no interior paulista, explicou ao Portal da Educação Física como funcionam esses ambientes de aprofundamento.

O QUE OS ALUNOS GANHAM AO BUSCAR OS GRUPOS DE ESTUDOS?

“Alunos que buscam esse tipo de atividade durante a sua graduação potencialmente se beneficiam por diversos motivos. Acabam se tornando mais engajados com a faculdade e mais interessados durante as aulas. Criam oportunidades para desenvolver projetos de iniciação científica (com ou sem bolsa de estudos). Podem despertar um maior interesse pela carreira acadêmica (seguindo para o mestrado e/ou doutorado). Aprendem habilidades que facilitarão o desenvolvimento do trabalho de conclusão de curso. Ganham criticidade e independência para buscar novas informações.”

QUEM PODE PARTICIPAR DOS GRUPOS?

“Geralmente, a participação é aberta a qualquer aluno. Basta procurar o professor responsável pelo grupo de estudos. Muitas faculdades possuem diversos grupos de estudos, enquanto outras não contam com nenhum. O real engajamento dos alunos costuma ser limitado e, com isso, os poucos alunos engajados acabam se destacando, chamando a atenção dos professores e conseguindo boas oportunidades.”