Tri brasileiro de fisiculturismo opina sobre exercício ilegal da profissão de Educação Física

26 de março de 2015 ● POR

Nos últimos dias, um dos assuntos mais comentados entre profissionais de Educação Física, praticantes de atividades físicas foi o caso de uma denúncia recebida pelo CREF – Conselho Regional de Educação Física para apurar o caso de exercício ilegal da profissão de Ricardo Barbato. O tricampeão brasileiro, Ricardo Barguine recebe diversos convites para orientação de treinos e dieta, mas ele é contra a prática de exercer uma profissão que não é a sua de direito.

– Sou atleta de competição, treino há muitos anos, ganhei os três Campeonatos Brasileiros que participei e representei o Brasil em também três Campeonatos Mundiais de Fisiculturismo. Nem acho necessário citar as metodologias de treino que já realizei, as inúmeras dietas, bem como a seriedade do trabalho que realizo como atleta. Com a facilidade de acesso através das redes sociais, recebo uma enorme quantidade de pedidos diários para prestar consultoria (pessoal e online), orientação de treino e dieta, isso quando não me pedem orientações de suplementos alimentares e etc.

Chego ao ponto de dizer que tenho conhecimento para ganhar uma boa grana se eu resolvesse aceitar tais propostas. E o que estou esperando então? Minha resposta será simples, direta, sem “recalque” ou “inveja” de quem quer que seja: eu não me diplomei e nem fui capacitado para atuar nessa área. E o fato de ser atleta, mesmo com títulos, e ter experiência de anos não me capacitam de fato para isso. Portanto, não faço. Diferentemente de dizer o que eu faço e as pessoas procurarem profissionais para ver se poderiam fazer algo do tipo – declarou  Barguine.

Barguine é bacharelado em Física, com Mestrado em Cosmologia e diz que odiaria ver alguém , que não seja diplomado, exercendo a profissão.

– Sou certificado para dar aulas de Física (não da sua “prima distante”, a Educação Física). Aliás, acho que iria detestar, por exemplo, a ideia de ver um Matemático ou Engenheiro dando aula de Física no meu lugar. Muitos alunos meus na universidade são apenas meus colegas de academia, pois lá temos os nossos professores. opinou

Ele conclui dizendo que prefere aguardar o resultado da denúncia de exercício ilegal da profissão.

– Algumas pessoas garantem que não há ilegalidade no caso em questão, pois a atividade apenas mistura movimentos da Yoga, da calistenia, da dança e das artes marciais, junto à natureza e ao ar livre e, portanto, não precisaria de registro no CREF, pois não seria a aula padrão de um personal trainer.Termino com uma frase simples, mas que cabem algumas interpretações: uma coisa pode ser feita “de fato” ou “de direito”, mas acho que deve o “justo pelo justo. – finalizou

Matéria publicada pelo site O Povo