Como usar a tecnologia para tirar o seu aluno do sedentarismo?

21 de fevereiro de 2018 ● POR Redação

Em pleno século XXI vivemos com grande conforto quando comparado à era das cavernas, cuja consequência é advinda principalmente do avanço tecnológico. Ao mesmo tempo, sofremos com o grande vilão dos novos tempos, o comportamento sedentário. Esse comportamento não deve ser considerado sinônimo de inatividade física, sendo o comportamento sedentário caracterizado por atividades com baixo gasto energético e realizadas em posição sentada ou deitada, e a inatividade física por não atingir as recomendações atuais de praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana. Assim, o avanço tecnológico e o aumento da violência urbana potencializam drasticamente o aumento desse comportamento sedentário.

Ainda, com a evolução dos aparelhos telefônicos móveis, além de fazer ligações, é possível tirar fotos, mandar mensagens e e-mails, ter acesso às informações por meio da internet, dentre várias outras coisas num único aparelho, os chamados smartphones ou telefones inteligentes. Dessa forma, aplicativos de intervenções em saúde (m-health) têm aumentado exponencialmente, aplicativos relacionados principalmente para o aumento da atividade física e alimentação saudável.

Em menor número, mas de forma crescente, os aplicativos desenvolvidos atualmente objetivam a diminuição do comportamento sedentário. Tais aplicativos têm propósitos e objetivos diferentes dos aplicativos de atividade física, pois estimulam aos usuários a realizarem pausas no comportamento sedentário, podendo ou não conter incentivos à prática de atividade física. No entanto, estudos que verificam os efeitos desses aplicativos vêm sendo desenvolvidos, no qual espera-se que tais aplicativos sejam eficazes para diminuição do comportamento sedentário da população.

Deste modo, tendo em vista que a tecnologia tem sido um vilão para o nível de atividade física da população, necessita-se criar novas estratégias de forma que a tecnologia passe a ser uma aliada para promoção da saúde, sendo estes aplicativos somente uma das diversas opções que a própria tecnologia pode oferecer.

Deisy Terumi Ueno

Possui graduação em Educação Física pela Faculdade de Dracena (2009), e mestrado em Ciências da Motricidade. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Motricidade do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) de Rio Claro/SP, membro do Núcleo de Atividade Física, Esporte e Saúde (NAFES), coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Atividade Física, Esporte e Saúde (GEPAFES) e supervisora do projeto de extensão: Programa de Atividade Física para Terceira Idade (PROFIT).

Jean Augusto Coelho Guimarães

Mestrando no programa de Ciências da Motricidade, na área de Atividade Física e Saúde, na Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho – UNESP – Rio Claro-SP. É formado em Bacharelado em Educação Física no Instituto Federal De Educação, Ciência e Tecnologia Do Sul De Minas. Atualmente participa do Núcleo de Atividade Física e Saúde (NAFES), do Grupo de Estudos de Atividade Física, Esporte e Saúde (GEPAFES), do Programa de Atividade Física para a Terceira Idade (PROFIT) e coordena o Grupo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Treinamentos (GEPET).