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A obesidade, principalmente a infantil, é uma das patologias mais preocupantes, atualmente.
De acordo com o IBGE, em 30 anos, o número de crianças e adolescentes do sexo masculino acima do peso subiu de 3,9% para 18,1%. Entre as meninas, o aumento foi de 7,5% para 15,5%. Para se ter uma idéia, no Brasil, este número pode chegar aos 7 milhões de pessoas!
Muito profissionais utilizam o IMC como parâmetro para detecção, mas sabe-se que por ser limitado, o IMC não deveria ser utilizado sozinho, e sim utilizando outros fatores, como compleição física, % de massa muscular, idade...
Questiona-se muito quais são as possíveis causas, ainda hoje a má alimentação e a diminuição da atividade física, pelas crianças e adolescentes, é ainda a maior proporção. Sabe-se que a questão genética é um fator muito determinante, mas estudos mostram que crianças com genes propensos à obesidade, mas que seguem um adequado esquema alimentar e são ativos, tem excelentes resultados no controle do peso. Agora, um fator essencial é a família. O que acontece é que crianças e adolescentes obesos têm, geralmente, pais ou um deles, obesos, e o que é pior mantém hábitos errôneos para toda a família.
Vejo muito, pais obesos querendo que os filhos emagreçam, querendo que eu altere somente a alimentação da criança ou adolescente. Ou seja, querem continuar comendo batata frita enquanto, na mesma mesa, o filho tem que comer um prato de salada!
Sabe-se que ter o pai ou a mãe acima do peso significa até 50% de chance da criança ou adolescente ficar acima do peso. Já se o pai e a mãe forem obesos, as chances podem chegar a quase 100% .
Muitos pais acham que o filho obeso tem problema endócrino, ligado ao metabolismo e algumas patologias. Sabe-se que essa ocorrência chega a 3 % da população.
Na verdade, não tem como escapar, a fórmula: Reeducação alimentar e o Não ao sedentarismo continua sendo a mais eficaz.

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