Pesquisa: crianças não comem salada por acharem que está envenenada

25 de novembro de 2013 ● POR

Estudo da Universidade de Yale descobriu que instinto de sobrevivência usado há milhares de anos impede que crianças gostem de plantas.

Um estudo recente da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostra que quando as crianças não comem vegetais estão apenas seguindo seu instinto de sobrevivência e evitando contato com as plantas a qualquer custo. 

Os estudiosos observaram as crianças brincando com diferentes tipos de objetos e perceberam que elas não interagiam com elementos naturais tanto quanto escolhiam brinquedos feitos de plástico e metal. Eles analisaram a reação de 47 meninos e meninas entre 18 meses e oito anos quando colocadas diante de plantas, ramalhetes artificiais e outros produtos qualquer, e notaram que elas evitavam tocar os objetos naturais ao máximo.

Para os médicos, esta tendência faz parte do instinto de sobrevivência que têm desde o nascimento e que usam para se preservar da possibilidade de serem prejudicadas ou envenenadas pelo contato com flores. “Esta estratégia comportamental iria protegê-los contra ingestão de plantas tóxicas e também aquelas que têm espinhos, por exemplo”, explicam as psicólogas Dr. Annie Wertz e Dra. Karen Wynn.

A descoberta pode não fazer tanto sentido para a vida moderna, mas há muito tempo atrás, as plantas significavam perigos reais às crianças, por isto o instinto ainda está presente.

O estudo pode explicar porque os pais têm tanta dificuldade em fazer com que os filhos comam salada e verduras. Mas, para o alívio deles e apesar dos resultados, os médicos explicam que este mecanismo de defesa – presente em humanos e diversos animais – pode ser revertido com a divulgação de informações e indicações de que é seguro comer vegetais e folhas.

“Não estamos sugerindo que as crianças têm medo de plantas. Mas, na verdade, estamos propondo que uma vez identificado o problema, nós devemos implantar uma estretágia que os ajude a se proteger e ao mesmo tempo conseguir comer de maneira mais fácil este tipo de alimento”, explicam os especialistas.

Matéria publicada no Portal Terra