Corrida pode trazer benefícios para dia-a-dia e aprendizado de crianças

15 de julho de 2014 ● POR

A corrida de rua é uma das práticas esportivas que mais cresce no Brasil, não só entre os adultos, mas também entre crianças. Cada vez mais os pequenos aderem à modalidade e invadem as pistas em percursos que variam de 50m a 3km.

O exemplo dos pais é um dos maiores incentivos para que as crianças comecem a correr. Dispostos a imitar seus “heróis” em tudo, filhos de adultos que se exercitam com frequência tendem a mostrar interesse por esportes.

– Elas estavam acostumadas a me ver saindo cedo para correr, comecei a levá-las junto comigo, elas logo criaram um grupo de amigos e estão adorando a brincadeira. Em vez de dormir até tarde, elas acordam cedo e me chamam “papai, está na hora do treino, levanta”. Elas me estimulam muito – conta um corredor, falando sobre as filhas.

A corrida é um exercício naturalmente presente na vida das crianças desde cedo, o que as aproxima ainda mais da modalidade. O esporte exercita a disciplina, desenvolve a coordenação motora e estimula o trabalho em equipe, trazendo benefícios para o dia-a-dia do pequeno corredor.

– A corrida é algo muito natural para as crianças. Elas correm, pulam e saltam nas brincadeiras. Com os treinos, elas trabalham em equipe, treinam a coordenação motora, trabalham a disciplina e ainda passam a ter mais cuidado com a alimentação. Isso ajuda os pais em casa e também no colégio – explica o professor de educação física João Montenegro. 

– Agora, o treino é a primeira atividade do dia. Eles já acordam cedo e se alimentam bem por causa do esporte – revela a mãe de um dos pequenos.

Segundo João Montenegro, as crianças podem começar a correr a partir dos cinco anos de idade. O ideal é que a atividade seja supervisionada por um treinador, mas ela também pode ser praticada sem acompanhamento profissional, desde que os cuidados necessários sejam respeitados.

– Eles têm que ser orientados por um profissional. Se não tiver um profissional, elas podem ir aumentando a atividade aos poucos, mas de forma gradativa. Correr de manhã cedo com os pais, entre 8h e 9h, de duas a três vezes por semana no máximo, sempre gradativamente e sem pensar em performance – orienta João. 

Os atletas mirins não devem se preocupar com desempenho. A corrida tem que ser apenas mais uma alternativa para a prática de exercícios físicos desde a infância, como são a natação, o judô, o ballet, e tantas outras opções.

– Eu sinto prazer quanto eu corro. Eu faço por diversão, não pela competição.

– A gente nunca quis aguçar a competitividade, a corrida infantil não premia os primeiros, ela premia todos os participantes.

– Se eles vão ser campeões ou não, isso é um pequeno detalhe. O importante é que a criança leva a disciplina trazida pela corrida para o resto da vida – diz João Montenegro. 

Matéria publicada pelo site Eu Atleta