A importância dos alunos vivenciarem o alongamento estático e dinâmico

01 de julho de 2013 ● POR

Faça uma análise sobre a prática do alongamento nos espaços próximos à escola. E proponha que os alunos vivenciem as duas variações: alongamento estático e dinâmico.

Objetivos
– Identificar, analisar e compreender as modalidades de ginástica praticadas pela comunidade
– Vivenciar práticas de alongamento adaptadas às condições físicas e materiais da escola
– Reconhecer os tipos de alongamento e os nomes dos movimentos
– Por meio da experimentação, compreender os efeitos do alongamento

Conteúdos
– Ginástica
– Ginástica alternativa: alongamento, relaxamento ou outra

Anos
Ensino Médio

Tempo estimado
Três aulas

Materiais necessários
– Imagens de pessoas praticando alongamento em situações distintas (no trabalho, no carro, em uma academia de ginástica etc)

Desenvolvimento

1º etapa
O primeiro passo é identificar quais os exercícios praticados pela comunidade. Comece questionando a turma sobre os espaços para a prática de ginásticas existentes no bairro onde fica a escola. Fique atento para as respostas. Observe se os alunos citaram locais como academias, parques, centros esportivos ou praças. Em seguida, oriente a realização de uma pesquisa de reconhecimento das modalidades e dos seus praticantes. Os alunos deverão responder quais os esportes mais comuns, como são executados, com que objetivos e onde são praticados. Se desejar, inclua outros itens no trabalho. Peça que os estudantes registrem por meio de gravações, fotografias ou anotações (conforme os equipamentos disponíveis).

2º etapa
Organize a apresentação das informações coletadas, seguida de demonstrações dos movimentos que os alunos identificaram durante a pesquisa. Por meio dos registros feitos pela turma, identifique e apresente aos estudantes as capacidades físicas solicitadas em cada uma das modalidades praticadas na comunidade. Lembre que exercícios com sobrecarga média/alta e com poucas repetições empregam a força; exercícios com sobrecarga baixa e muitas repetições empregam a resistência; e exercícios de alongamento empregam a flexibilidade.

Conte que, uma vez que os alunos já conhecem as atividades físicas mais praticadas na comunidade, o tema trabalhado a partir de agora será o alongamento.

3º etapa
Solicite aos alunos que identificaram a existência de práticas de alongamento na comunidade que orientem os colegas na realização dos mesmos movimentos. Na sequência, convide os alunos a identificarem a forma de execução, os segmentos corporais envolvidos, os efeitos percebidos e a nomenclatura adequada (flexão, extensão, rotação, circundução etc.) registrando-os no quadro-negro ou em uma cartolina. Quando surgirem dúvidas, retome a realização dos movimentos e peça atenção na execução.

4º etapa
Agora, apresente as imagens de pessoas realizando alongamentos em situações distintas (escritório, academia, arena esportiva etc.), que foram previamente selecionadas por você. Você pode selecionar algumas na internet, levar para a aula  exemplos encontrados na internet ou recortados de jornais e revistas.

Prepare previamente uma sessão de alongamentos que contemple alongamentos estáticos e dinâmicos, diferentes movimentos e segmentos corporais. Na sua apresentação, enfatize a variedade de funções (relaxamento, aquecimento, descontração muscular após forte exigência) e praticantes de alongamento (trabalhadores, atletas) e, na continuidade, organize uma vivência destacando as diferenças nas formas de execução.

Avaliação
Divida a turma em grupos conforme interesses e características reais ou fictícias: alunos que praticam esportes, jogam videogame, assistem TV ou leem por períodos longos, fazem longos trajetos a pé, entre outras. Cada grupo deverá planejar uma breve sessão de alongamentos, apresentá-la aos colegas e comentá-la a partir do que foi visto nas aulas. Para tanto, recomende a utilização dos registros realizados durante o projeto.

Fique atento se a turma alcançou os objetivos listados no início desta sequência didática: reconhecer os tipos de alongamento, vivenciar a prática e compreender seus efeitos.

Por Marcos Neira – Professor de Metodologia do Ensino de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Grupo de Pesquisas em Educação Física escolar na mesma instituição.

Artigo publicado em portal Revista Nova Escola