Profissionais recebem qualificação para o “Forças no Esporte”

28 de maio de 2014 ● POR

O Ministério da Defesa, em conjunto com os ministérios do Esporte e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, realizam esta semana, em Salvador (BA), um curso de capacitação pedagógica para os professores que participam do Programa Segundo Tempo – Forças no Esporte (Profesp).

O programa, criado em 2003, visa promover a inclusão social de crianças e adolescentes por meio da prática esportiva. As atividades, desenvolvidas por militares e profissionais especializados, são realizadas nas próprias unidades das Forças Armadas espalhadas pelo País. Atualmente, 131 organizações da Marinha, do Exército e da Aeronáutica participam do Profesp, beneficiando 15 mil jovens, em 67 cidades.

Na abertura do evento, que acontece até sexta-feira (30), o diretor do Departamento de Desporto Militar (DDM) da Defesa, brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira, detalhou aos participantes os resultados do programa. Este ano, serão empregados cerca de R$ 2,5 milhões na contratação de professores e profissionais de educação física.

Ele lembrou aos 140 participantes do curso, entre civis e militares, que um dos grandes feitos do Profesp é levar cidadania e inclusão social para jovens que vivem em áreas de vulnerabilidade social. “Esse é o efeito colateral do programa, que vai além do esporte”, destacou. Além da prática esportiva, o programa contribui para a diminuição da evasão escolar e da violência familiar, e na descoberta de novos talentos esportivos e na promoção da saúde.

O diretor do DDM deu um bom exemplo da transformação que o projeto traz na vida de milhares de crianças. Segundo ele, 26 jovens que participaram do programa, implantado na Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro, passaram nos concorridos e difíceis concursos das escolas militares.

O brigadeiro Amaral espera, para os próximos anos, um aumento de 40% na adesão das unidades militares ao Profesp. Em 2013, cerca de R$ 5 milhões foram destinados para melhorias na infraestrutura esportiva. O Ministério do Desenvolvimento Social aportou R$ 6,3 milhões para garantir a alimentação dos jovens.

Para o general Eduardo José Barbosa, responsável pelo “Forças no Esporte” no Exército, as Forças Armadas contribuem com um projeto de cunho social muito importante para a formação do cidadão por tratar também de temas de valores morais e cívicos.

Representando o ministro Aldo Rebelo, do Ministério do Esporte, Andréa Nascimento afirmou que o programa, por meio das parcerias com os militares, leva o direito social e bens culturais, como esporte e lazer à população.

Por meio do Profesp, os adolescentes têm a oportunidade também de assistir a aulas de reforço escolar, além de terem assegurado o direito a atendimento médico, odontológico, alimentação, roupas e transporte.

Experiências

O “Forças no Esporte” está fazendo uma imensa diferença na vida de vários jovens que ja passaram pelo programa e hoje são atletas profissionais.

Aline Faciola , de 14 anos, participou do projeto, no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ).

Ela foi escolhida pelos organizadores do evento para dar seu testemunho sobre o Profesp. Aline é campeã e vice-campeã Pan-Americana de levantamento olímpico de peso. “Esse esporte mudou muito minha vida. Meu sonho é competir nos Jogos 2016”, revela a atleta com um belo sorriso no rosto.

Moradora da comunidade de Acari, Aline já coleciona 14 medalhas em competições internacionais. A adolescente tem um passaporte recheado de carimbos. Ela já foi duas vezes aos Estados Unidos, conheceu a Turquia, o Uzbequistão e o Peru. A medalhista treina de manhã, estuda à tarde, e sobrevive do esporte profissional. Ela é fã da sargento Monique Lima, da Marinha, outra atleta descoberta no Profesp e com chances de medalha em 2016.

O tenente Carlos Henrique Aveiro, da Força Naval, é treinador desde 2009 no Cefan, no qual já descobriu vários talentos, entre eles, a Aline. Atualmente, ele treina 40 atletas profissionais, inclusive da seleção principal de levantamento olímpico, da Sub-20 e da Sub-17. Aveiro aponta outros talentos promissores de medalhas, como o marinheiro Josué Lucas e o sargento Cristiano Patrocínio, também da Marinha, e que foi morador de rua. Todos passaram pelo “Forças no Esporte”.

Matéria publicada pelo site Brasil.gov