Wakeboard conquista brasileiros de todas as idades

18 de março de 2016 ● POR

Sol, vento, calor, animação e adrenalina. A combinação ideal para o início de uma atividade física empolgante e que beneficia corpo e mente. Esse é o wakeboard, um esporte aquático que está conquistando os brasileiros pelos benefícios que proporciona, além da satisfação em praticar.

Realizado por meio de prancha sobre a água, o rider, como é chamado o praticante no jargão da comunidade, segura um cabo puxado por uma lancha ou por um cable, equipamento elétrico que já está começando a despontar em inúmeros cable parks por todo o país. E o Brasil, cujas temperaturas amenas e tropicais praticamente não descem abaixo do 20 graus, oferece as condições climáticas ideias para a prática.

Uma das características principais do wakeboard é sua versatilidade. O esporte pode ser praticado por crianças a partir dos quatro anos quando puxado por barcos; já em cable parks, a idade mínima é de oito anos, obedecendo à legislação específica.

Com relação à saúde também os benefícios são maximizados pois trabalha a musculatura do corpo como um todo – abdômen, região lombar, braços e pernas, tonificando os músculos e propiciando o equilíbrio e a consciência corporal. E os benefícios não param por aí. Educadores físicos afirmam que o esporte melhora o humor, diminui e controla o estresse justamente pela descarga dos hormônios ACTH e endorfina, que liberados durante o exercício, levam à sensação de prazer e bem estar.

Apesar de não poder ser considerado um esporte de alta intensidade aeróbica, o gasto calórico é de 450 calorias por hora, o mesmo que uma caminhada na esteira.
Os cuidados básicos para quem quer iniciar a prática são os equipamentos de segurança, como colete salva vidas e capacete para quem vai ultrapassar os obstáculos. Outra medida essencial em nosso clima tropical é filtro solar adequado ao tom de sua pele e para os mais sensíveis, camiseta de manga longa de tecido apropriado, como lycra.

As origens
O wakeboard originou-se da criatividade de surfistas, que, em dias de calmaria e nenhuma onda, decidiram usar barcos e lanchas para puxarem uns aos outros. A lancha naturalmente cria uma ondulação na água chamada marola, que oferece obstáculos naturais e dá nome ao esporte. Em pouco tempo, os esportistas tomaram gosto pela coisa e a modalidade se profissionalizou: surgiram pranchas próprias de menor tamanho, que ganharam botas e presilhas, além de manobras cada vez mais ousadas, que passaram a fazer parte do dia a dia.

Cable Parks
Os cable parks já caíram no gosto dos brasileiros e estão espalhados nos quatro cantos do país: são mais de 15 parques em diversos estados, geralmente com sua estrutura montada em torno de represas e lagos. O sistema implementado no Naga Cable park, localizado em Jaguariúna, interior de São Paulo, é um moderno mecanismo formado por 5 torres em que cabos de aço são conduzidos por um motor elétrico, um dispositivo de alta tecnologia que permite a prática de múltiplas modalidades esportivas. E para aproveitar todo o potencial do esporte, obstáculos são colocados em meio à água, possibilitando manobras e saltos para lá de radicais.

E pensando em quem inicia no esporte, o local também oferece mais três sistemas de duas torres com velocidade reduzida, para facilitar os primeiros passos de quem está tendo seu contato inicial com o wake. Além disso, coletes e pranchas são disponibilizados, tornando a prática segura para todas as idades. Os operadores ainda estão disponíveis full time para fornecer todas as dicas para quem está iniciando.

Matéria publicada no site Webventure