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Atividades recreativas e a Educação Física Escolar

Postado por Raul Júnior
Raul Júnior
Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Professor de Educação Física - FESB - Braganç
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em Quinta, 14 Fevereiro 2013 em Educação Física Escolar

Nos últimos anos essa prática  vem ganhando mais enfoque sendo discutida em seminários, congressos e fazendo parte da lista de preferências em estudos e pesquisas acadêmicas.

Para Cavallari e Zacharias a atividade que a pessoa pratica e através da qual ela consegue atingir a sua recreação chamamos de atividade lúdica ou atividade recreativa.

Para Silva e Gonçalves (2010 Pág. 29) as atividades recreativas têm uma importância na  formação de todo ser humano, compreendendo seu desenvolvimento integral (motor,social e cognitivo).

Uma das motivações para esse crescimento é a percepção da importância  dessa prática em todos os momentos da educação básica, inclusive na educação infantil.

Para Freire, as crianças brincam, e com muita intensidade em sua fase pré-escolar e brincam, também, quando não estão em horário  de aula. As crianças são especialistas em brincadeira.

Com isso se faz necessário, quando pensamos em atividade física escolar,  principalmente  para a educação infantil, pensarmos em atividades recreativas. Não cabe ao nosso objetivo, nesse  texto, abordarmos a importância da educação física nesse período ou quem deve aplicar as aulas, e sim a relevância que a atividades recreativas devem ter nesse período escolar.

Falamos de um momento onde o movimento é de extrema importância para o futuro da criança. Desenvolver habilidades e capacidades nos primeiros anos de vida pode trazer benefícios no futuro. E, sem dúvida, a melhor forma de trabalhar como os “pequenos” é através de brincadeiras.

Bem melhor que trabalhar a velocidade e resistência com corridas pela quadra é fazer um pic pega temático com animais, por exemplo. E quando trabalhar a lateralidade fazer um pic linha onde os alunos só podem se deslocar andando em cima da linha.

Enfim, trabalhar as competências necessárias para essa idade de forma que as crianças sintam motivadas a participar das atividades e, às vezes, sem  mesmo  perceber o que está sendo trabalhado. Mas o professor deve saber, e muito bem, o que e para que está aplicando cada atividade.

Para os alunos do Ensino Fundamental é necessário pensar em qual período de sua maturidade está e assim desenvolver atividades que agrade e conquiste os objetivos previstos para aquela fase. Do 1° ao 9° ano muita coisa muda e as atividades também deve mudar.

Para a primeira fase, Fundamental I (do 1° ao 5° ano), podemos  ter como exemplo estabelecer atividades recreativas em dois momentos:

- nos três primeiros anos (1° ao 3° ano) atividades envolvendo grandes e pequenos jogos, gincanas e jogos competitivos, Exemplos:

Pic Hot Dog: 3 momentos.

Primeiro momento: explicação que a atividade consiste em um pic pega que funciona da seguinte maneira – o pegador estará correndo para pegar os fugitivos, ao pegar essa pessoa ficará sentada com as pernas estendidas, ela estará simbolizando uma salsicha. Para ela voltar ao jogo duas pessoas devem sentar ao seu lado, simbolizando as duas fatias do cachorro quente. Quando forma um cachorro quente elas voltam ao jogo.

Segundo momento: troque os pegadores a cada 2 minutos para dinamizar a atividade.

Terceiro momento: poderá ser colocados mais ingredientes do cachorro quente, como o molho. Assim três pessoas deverão sentar para que a pessoa que foi pega volte ao jogo.

Material: nenhum

Nunca Três: 3 momentos.

Primeiro momento: comece relatando a função do jogo e a importância do respeito as regra para o bom desenvolvimento do jogo. Divida o grupo em duplas e espalhe as duplas pelo espaço que você tem. Sentados um na frente e outro atrás. O jogo começa com dois em pé, sendo um pegador e um fugitivo.

Quando o fugitivo sentar atrás de alguém o da frente passa a ser o pegador e que estava pegando passa a ser o fugitivo.

Segundo momento: após as crianças começarem a entender o jogo comece a colocar dificuldades como dois pegadores ou fazer com que as duplas fiquem sentados em roda.

Terceiro momento: coloque as duplas sentadas uma ao lado da outra e fiquem com as pernas estendidas e unidas. Para o fugitivo colocar alguém no jogo, tem que pular as pernas da dupla e sentar. A pessoa que estiver sentado do lado contrario é que tem que sair.

Material: nenhum.

- nos dois últimos anos (4° e 5° ano) trabalhar os jogos pré-desportivos

e jogos recreativos, Exemplos:

Basquete Humano

Descrição: Dividir os participantes em duas equipes. Cada equipe deverá escolher uma pessoa para ficar em cima de uma cadeira, que ficará no campo de defesa do adversário. O objetivo é levar a bola até o companheiro da equipe que está em cima da cadeira. Regras: Não pode correr com a bola nas mãos, apenas passar a bola.Material: Cadeira e bola.

HandNet

Descrição: Dividir os participantes em duas equipes. Utilizando uma quadra  de esportes como base, colocaremos um balde com água no lugar do gol e usamos um sabonete no lugar de uma bola. Cada equipe terá que levar o sabonete até o balde adversário. Regras: Não pode correr com o sabonete na mão, tem que passar para um colega de time. Ganha quem colocar mais sabonetes dentro do balde adversário.

Material: Balde e sabonete sólido.

Importante relatar que não aprofundamos as ideias por que não está nos principais objetivos dessa pesquisa e sim mostrar alguns caminhos sobre a utilização da recreação como atividades físicas nas escolas.

As atividades aqui citadas podem servir  como exemplo. Basta  você, recreador ou educador, adaptar a sua realidade ou até Recria-las.

Referências:

CAVALLARI, Vinicius Ricardo, ZACARIAS, Vani – Trabalhando com Recreação. 10° edição. São Paulo: Ícone, 2008.

SILVA, Tiago Aquino C.,  GONÇALVES, Kaoê – Manual do lazer e recreação: o mundo lúdico ao alcance de todos. São Paulo. Phorte, 2010.

FREIRE, Paulo.  Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e terra, 2011.

 

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Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Professor de Educação Física - FESB - Bragança Paulista e há mais de 10 anos no mercado recreativo com passagens em mais de 15 Resorts pelo Brasil e algumas empresas de eventos e turismo. Empresário do entretenimento. Cursos e Palestras ministradas em diversos estados do Brasil. Colunista de sites e revistas. Diretor Regional – DF - ABRE (Associação Brasileira de Recreadores) – Gestão 2011/2012. professor Universitário. Professor convidado da Pós-Graduação em Recreação e Lazer FMU, Palhaço do Grupo Medicina do Riso

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