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Baby Boomers e os diferentes estilos de clientes: como encantá-los ao mesmo tempo?!

Postado por Cristina Santos
Cristina Santos
Cristina Santos é profissional de Educação Física, possui MBA em gestão de pesso
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em Segunda, 02 Abril 2012 em Gestão

Uma cena que agrada e motiva quem trabalha no mercado de  academias e acredita que fazer ginástica ajuda as pessoas:

Um senhor, mais ou menos de 75 anos, entra de roupão na academia, cumprimenta espontaneamente todo mundo, anda um pouco mais devagar do que há 20 anos e vai para o vestiário. Volta depois de uns 10 minutos e está pronto para a malhação... hidroginástica.

Ao terminar sua aula, sai de roupão ainda, dá mais um sorriso, agora mais cansado e molhado e vai embora para no outro dia voltar... e ele volta! Há também aquele indivíduo menos simpático, com mais “manias”, todo certinho, que não gosta de cartões de crédito ou cheque, quer pagar no carnê ou mês a mês, porque na época dele isso funcionava. Dar a sua “palavra” tinha valor real e moral.

Falo de uma geração de pessoas as quais fazem parte de suas vidas o lápis, a caneta, o telefone fixo, as cartas, a caixa de fósforos. Pessoas que prezam e querem carinho, contato pessoal que gostam de casa com cheiro de bolo de cenoura. Esta geração pede “colo” e atenção e nunca a palavra encantamento foi tão necessária.

São eles os nossos pais Baby Boomer e em alguns casos avós, nascidos logo após a Segunda Guerra Mundial e ex-hippies. Ensinaram-nos essencialmente a importância de ser socialmente consciente.

Fazendo um paralelo em atendimento, motivamos pessoas mais jovens, que são a geração de profissionais em ação, a tratarem estes clientes com requintes de igualdade e fazer isso de maneira consciente. Porém, entre relacionamento e processo de atendimento, fatalmente acontece um colapso no cenário das necessidades individuais. O que é importante para um não tem o menor valor para o outro. E em quem devemos prestar atenção?

A sociedade está vivendo cada vez mais duas vidas a real e a virtual. O que se procura no mundo real que é o isolamento e o aumento da privacidade das pessoas, na vida virtual é o contrário, as pessoas expõem suas vidas e sentimentos em redes sociais, como orkut, facebook, flick, unyk, plaxo, linkedIn, blogs, msn, second life e por outros meios de software na internet. Um verdadeiro paradoxo!

Como será que aquele senhor da hidroginástica, que eu citei no início deste artigo, se sentiria ao ler este parágrafo?

Clay Shirky, é um escritor e professor universitário americano e que é citado por Chris Anderson em seu livro Cauda Longa como sendo um proeminente estudioso dos efeitos sociais e economicos da Internet, já diz que não acontece revolução quando a sociedade adota novas tecnologias, mas quando a sociedade adota novos comportamentos.

Independentemente de hábitos e costumes, a vida pede desenvolvimento e atualização. Dá para oferecer o mesmo produto para as pessoas mas não da mesma maneira. Enquanto um cliente mais idoso quer contato pessoal, o cliente mais jovem quer mais variedade e agilidade.  Mas com certeza ambos querem atenção e carinho.

As novas gerações de consumidores gostam de inovação, querem ser co-autores das invenções e serem os seus promissores. Os Boomers querem tempo e dedicação. As pequenas empresas precisam acordar para essa revolução, pois ela veio para ficar e sua competitividade dependerá de suas ações nesse novo mundo e em diferentes escolhas dos nossos clientes, ou seja, o produto ou serviço para agradar os mais velhos, devem também fazer sentido para os mais jovens ou então, nosso negócio não verá o carnaval de 2020!

Vamos em frente,

Cris Santos

 

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Cristina Santos é profissional de Educação Física, possui MBA em gestão de pessoas e é Analista DISC pela Success Tools. Sócia-Diretora da BrainFit – Revitalização Profissional, ministra palestras e cursos em academias e pós-graduação. Possui experiência no Brasil e na Austrália em academias como professora de ginástica, coordenadora e gerente. Colunista de revistas especializadas aborda temas sobre carreira, estratégia, novos negócios, comportamento e relacionamento e quando sobra tempo, adora cozinhar para a família e para os amigos.

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