A sesamoidite é a inflamação dos ossos sesamóides, podendo acometer um ou ambos. Estes são ossos pequenos, situados sob a cabeça do primeiro metatarso (osso do peito do pé), alojados no interior do tendão flexor curto do hállux (dedão do pé) e submetidos a grandes cargas durante a marcha e a corrida. O ponto mais crítico de pressão sobre os sesamóides ocorre durante o final da passada, no desprendimento do hállux, momento em que estão sob tensão pela forçada extensão do dedo.
A sesamoidite pode evoluir para artrite crônica ou até mesmo para a fragmentação do osso, caso não venha a ser tratada adequadamente. Frequente em corredores, o quadro clínico é caracterizado por dor no local e na extensão do hállux, edema (inchaço) e muitas vezes hiperqueratose (calo). O exame de raio x pode mostrar alterações ósseas como esclerose (osso esbranquiçado) ou fragmentação, mas a ressonância magnética é um exame mais sensível para detectar alterações precoces.
O tratamento inicial compõe-se de medidas analgésicas dentro das sessões de fisioterapia, retirada de carga do local através de palmilhas específicas e evitar períodos prolongados de pé ou uso de saltos. O tratamento cirúrgico é feito através da retirada do sesamóide acometido, mas reservado aos casos refratários ao tratamento conservador.
Por Dr. José Marques Neto
Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e também em cinesiologia, Magna Cum Laude pela Texas Christian University, nos Estados Unidos. Médico pós-graduado em Fisiologia do Exercício, especialista em Medicina do Esporte pela SBME e em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT. Atualmente trabalha no Instituto VITA (Higienópolis) em São Paulo.


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