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Caminho para Bolsa no Exterior

Caminho para Bolsa no Exterior
Veja o caminho para conseguir uma bolsa no exterior
Buscando oportunidade? Especialistas dizem como ampliar suas

Veja o caminho para conseguir uma bolsa no exterior
Buscando oportunidade? Especialistas dizem como ampliar suas chances
O crescente interesse pela internacionalização da educação, ampliou sensivelmente as oportunidades de realizar um intercâmbio no Ensino Superior. E fez crescer, também, o número de programas de bolsas disponíveis. Apenas no primeiro semestre, por exemplo, o Universia divulgou mais de 70 programas com auxílios para que brasileiros estudem no exterior. Com isso, também cresceu o interesse dos estudantes em participar. Para alcançar essa chance, entretanto, é preciso muito esforço e atenção. Pequenos erros podem fazer todo o processo de conquista de uma bolsa de estudo ir por água abaixo.
"Brincamos que a ficha de inscrição para a bolsa deve ser feita como se fosse o imposto de renda, porque se o aluno erra qualquer item, paga caro, ou seja, será desclassificado. É muito importante que o universitário responda a todas as questões corretamente e preste atenção nas datas e prazos estipulados", diz a assessora de relações internacionais da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), Maria Inês Portugal.
Maria Inês acredita que a falta de atenção seja o fator que atrapalha os jovens durante o processo. "É preciso que os estudantes aprendam desde o princípio de sua experiência a ter atenção a esse tipo de documento que não aceita erros. O problema é que a juventude é muito dispersa e, por terem o costume de fazer várias coisas ao mesmo tempo, acabam não dedicando a devida atenção necessária ao formulário", afirma. "Os jovens brasileiros são festivos e têm mania de não levar as coisas a sério, mas outros países não aceitam esse tipo de comportamento e exigem do aluno uma conduta de acordo com os costumes locais".
Para que o jovem não precise fazer tudo sozinho e se sinta desamparado, as universidades geralmente recomendam um professor para acompanhar todo o processo de inscrição do estudante. "Quando o aluno já sabe em qual ou quais programas pretende concorrer à bolsa, o aconselhamos a entrar em contato com a coordenação de seu curso para que seja indicamos um docente que o ajude durante o processo. Ele fica responsável por acompanhar todas as etapas da inscrição do aluno", assegura a coordenadora de Programas de Intercâmbio da PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), Lia Frota Lopes.
A documentação, em geral, deve ser entregue à universidade para que verifiquem se tudo que foi pedido será entregue corretamente. O tempo recomendado para que o universitário tenha tudo em mãos varia em cada instituição, mas, em no máximo seis meses antes do embarque, todos os documentos e certificados devem estar em ordem. "Pedimos que o jovem dê atenção a documentação necessária, no mínimo, com um ano de antecedência", explica Lia.
O visto de estudante, documento que garante a entrada do aluno no país de destino, também deve ser providenciado assim que a carta de aceitação estiver em mãos. "A carta da universidade em que o jovem realizará o intercâmbio é fundamental para que ele consiga seu visto. Alunos que viajam com a documentação pronta têm a entrada no país de destino quase garantida, porque a cooperação internacional é interesse das nações que promovem as bolsas", comenta a assessora de Relações Internacionais da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Rosângela Salla.
A carta de aceitação só chega quando o aluno já concluiu o processo de inscrição. "O professor que dá as orientações ao jovem envia uma recomendação formal à universidade. Nela é preciso que estejam descritas todas as aulas e atividades de interesse do estudante em seu período de permanência", conta Rosângela. De acordo com ela, após receber a recomendação e todos os documentos necessários, a universidade estrangeira envia a carta de aceitação aos aprovados. Lembre-se: a carta de aceitação é o seu passaporte para estudar no exterior. Conheça um especial que o Universia preparou com os detalhes para obtenção de sua carta de aceitação.
As etapas presenciais
As entrevistas presenciais realizadas podem observar desde o comportamento do candidato até o porquê de seu desejo em participar do programa de intercâmbio. "Os entrevistadores observam o comprometimento do estudante, além de sua preparação para enfrentar a dificuldades. No exterior, ele terá de superar a saudade da família e possíveis problemas de adaptação", diz Maria Inês.
Lia partilha da opinião de Maria Inês e acrescenta que é importante mostrar motivação para participar do programa. "O aluno será avaliado por seu interesse. Também será observado o conhecimento adquirido da instituição por meio de pesquisa, o que facilitará sua adaptação, e quais os conhecimentos o jovem tem interesse de trazer consigo na volta", garante.
Já Rosângela aposta que os entrevistadores queiram, além das qualidades relacionadas acima, perceber interesse do estudante em usar o conhecimento aprendido no exterior no país de origem do candidato. "É importante que o candidato demonstre que quer fazer o intercâmbio, mas que queira voltar para seu país", garante. "O interesse das cooperações feitas entre nações é que o aluno vá, ganhe mais conhecimento e volte para dar continuidade ao trabalho aqui".
Outro ponto que pode reprovar o candidato é o exame de línguas. É importante ressaltar que cada programa pede um nível de conhecimento e há bolsas que não exigem certificados de conhecimento prévio. "O exame de língua é um problema grave para os candidatos porque o ensino das escolas é muito fraco para que seja possível adquirir um bom nível de conhecimento", coloca Maria Inês.
E a assessora vai além. "Defendo que a língua inglesa ou espanhola deveriam ser ensinadas constantemente dentro da universidade. Por exemplo, algumas universidades portuguesas que ministram aulas tanto em português como em inglês. Aqui também deveria ser dessa forma para dar uma melhor preparação aos estudantes", arrisca Maria Inês.
Em alguns casos, a prova de línguas exigida por certos programas de intercâmbio não é realizada nas universidades. "Temos parceria com algumas escolas de idiomas autorizadas a realizar a certificação. É importante que o candidato marque a prova antes de enviar a documentação para a instituição. Os alunos precisam enviar um documento que certifique que, no mínimo, se inscreveram na prova exigida pelo programa", conta Lia.
Uma vez aprovado, o estudante deve pensar em como usará o dinheiro de que dispõe no exterior. É importante ter um planejamento financeiro para não gastar quantias exageradas.