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Educação Física: Exercício, saúde e bem-estar

Educação Física: Exercício, saúde e bem-estar
O profissional de Educação Física define o tipo de exercício recomendado para cada aluno, co

O profissional de Educação Física define o tipo de exercício recomendado para cada aluno, coordena a prática de atividades físicas em grupo e prepara atletas para diferentes modalidades esportivas

A conscientização da importância da atividade física para a qualidade de vida tem levado cada vez mais pessoas a se exercitarem. Contudo, uma prática esportiva realmente saudável depende de orientação adequada, o que cabe ao profissional formado em Educação Física.

Segundo a coordenadora do curso da Universidade Positivo (UP), Paola Camacho Rojas, ao contrário do que se pensa, a graduação não se resume à prática de esportes e exige muito estudo. “Há alunos que entram achando que irão à universidade para ficar jogando e, quando se deparam com disciplinas como Filosofia e Anatomia, têm um choque”, afirma.

O curso é oferecido em duas modalidades, bacharelado e licenciatura, e é preciso ficar atento a qual irá se cursar. Na Positivo, por exemplo, os alunos optam por uma ou outra após dois anos de disciplinas em comum, ou seguem cursando as duas formações paralelamente. O profissional com licenciatura pode atuar como professor de Educação Física na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio.

Já o bacharel é procurado por clubes, academias, hotéis e associações, onde exerce funções administrativas ou dá aulas de musculação, ginástica, atividades aquáticas e outros esportes. Há também a possibilidade de trabalhar como personal trainer ou treinador. “Ao licenciado é proibido atuar nas áreas do bacharel e vice-versa. Quem faz a fiscalização é o Conselho Regional de Educação Física. Por esse motivo, a grande maioria dos profissionais cursa as duas modalidades”, explica Paola.

O bacharel pode ainda elaborar e coordenar programas de qualidade de vida voltados para aplicação específica em empresas ou instruir grupos especiais (idosos, gestantes, deficientes físicos) em atividades físicas. É essa a área de atuação de Rui Menslin, 48 anos, coordenador, professor e um dos técnicos do Clube Esportivo do Deficiente (Cede), programa oferecido pela Associação dos Deficientes Físicos do Paraná em parceria com a PUCPR, cujo objetivo principal é treinar para-atletas. “Atendemos hoje cerca de 45 pessoas, com vários tipos de deficiência. É preciso ler muito e estudar questões relacionadas às lesões, para saber quais são as dificuldades particulares de cada aluno. O Brasil tem mais de 24 milhões de deficientes. Esse é um mercado gigantesco, com grande possibilidade de trabalho”, afirma Menslin, que se formou em 1987 pela PUCPR.