E algumas escolas não estão apenas olhando para o outro lado, mas permitindo explicitamente a moda mais moderna na sala de aula. "No começo eles não podiam usar acessórios, mas como você pode dizer a alguém que cor de sapatos comprar? Isso é ridículo", disse Beverly J. Hutton, diretora de serviços educacionais do Instituto de Tecnologia do Condado de Burlington, uma escola pública do ensino médio em Nova Jersey, que recentemente relaxou seu código de vestimenta.
"Nós dissemos não às leggings, mas não conseguimos controlar – existem leggings que se parecem com jeans agora. Então nós apenas pedimos que respeitem as cores da escola e que tenham modéstia", disse Hutton acrescentando: "Eles são adolescentes. Se você tirar tudo, você começa uma rebelião."
Os varejistas ficam felizes em atender às mudanças. Pela primeira vez este ano, o catálogo de uniformes inclui variações nas calças como silhuetas skinny ou boot-cut. Há também o cardigans com gola, casacos de lã, leggings e calças de yôga.
Outra fabricante optou por colocar à venda pólos femininas e blusas mais acinturadas, e acrescentou itens como o cardigan boyfriend.
"As escolas realmente se ajustaram à moda", disse Matt Buesing, coordenador de marketing da French Toast, loja que vende uniformes. Se uma menina usa uma pólo que é um pouco mais justa, por exemplo, "isso não está no seu código, mas os administradores da escola dizem: 'Tudo bem. Essa é uma camisa aceitável – devemos permitir’."
Briarmeadow Charter School, em Houston, relaxou o código de uso este ano. Andie Alexander, de 13 anos, se esbaldou. "Quando eu percebi que nós podíamos usar leggings eu fui à loja e comprei um punhado delas - pink, roxa, verde florescente, vermelha e amarela", contou. Mas os professores estranharam. "Minha professora de ciência olhou minha minha legging turquesa e disse 'isso não vai funcionar'", conta a aluna, que respondeu. "Não há nada contra leggings turquesa no código.”
Do "New York Times"





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