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Com apoio da CBB, LNB é aposta para reerguer basquete nacional

Com apoio da CBB, LNB é aposta para reerguer basquete nacional
No fundo, a nova receita para salvar o basquete brasileiro, a Liga Nacional (LNB), é a mesma. Entretanto, a rec&e

No fundo, a nova receita para salvar o basquete brasileiro, a Liga Nacional (LNB), é a mesma. Entretanto, a recém-fundada competição, conta com um diferencial que pode ser decisivo para finalmente cumprir o objetivo que outras empreitadas semelhantes não conseguiram: o projetom, cujo lançamento oficial foi realizado na manhã desta segunda-feira em São Paulo, conta com o apoio da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que abrirá mão de organizar seu campeonato para passar a gerenciar apenas as seleções nacionais.
Por já ter sido precedida por outras idéias, sendo a Nossa Liga de Basquete, comandada por Oscar Schmidt, não se pode dizer que a LNB é uma inovação. Entretanto, com o basquete em baixa no país, visto que a seleção masculina da modalidade ficará 16 anos longe das Olimpíadas, finalmente a CBB não opõe mais resistência à posição das equipes, que ficarão livres para organizar seu próprio campeonato, responsável por reunir 15 times brasileiros a partir de 23 de janeiro de 2009.
A solução, anunciada de forma oficial nesta segunda-feira, significa o fim da quebra-de-braço com a entidade que regula o esporte no país. Em 2005, Oscar e outras estrelas do basquete brasileiro haviam rompido com o orgão criando um segundo campeonato brasileiro, e o que se seguiu a isso foi uma verdadeira bagunça: a última competição organizada pela CBB foi disputada somente por clubes de fora do estado de São Paulo, enquanto os paulistas preferiram se juntar para formar um Estadual forte.
Segundo o presidente da Liga Nacional de Basquete, Kouros Monadjemi, o projeto tem tudo para salvar o basquete brasileiro. Todos nós estamos ansiosos, não apenas os times. Acho que estamos dando um passo histórico para a retomada do basquetebol, que tem de voltar a seu lugar de origem - nosso principal esporte depois do futebol, afirmou o dirigente, que acredita que o aval da confederação é decisivo para que a LNB dê certo, ao canal Sport.
Com a chancela da confederação, os clubes vão fazer de tudo para dar a volta por cima. Somos formadores e vamos voltar a formar os atletas. Para mim, o esporte ganha, o público ganha, e o Brasil também. Precisamos cuidar do esporte com carinho, pois hoje faltam ídolos, continuou Monadjemi.
Uma das principais personalidades do basquete brasileiro que já vinha defendendo a idéia de uma liga independente era Hélio Rubens, e o antigo técnico da seleção nacional estava presente no evento que criou oficialmente a nova competição. Depois de muitas frustrações, finalmente há um consenso entre os clubes. Trata-se de um marco inicial de um futuro promissor para o basquete, que está se organizando com credibilidade em beneficio da comunidade.
Responsável por encabeçar o projeto que não conseguiu levar o Brasil aos Jogos Olímpicos de 2004, Lula Ferreira considera o anúncio da LNB como um processo de amadurecimento. Agora os clubes assumiram a responsabilidade. Era importante que eles todos estivessem juntos, fazendo a mesma liga, disse o atual técnico do Brasília. Outro ponto fundamental é o apoio da federação, que poderá se direcionar para as seleções, tanto as de base quanto a principal. Assim, com cada um cuidando especificamente de sua parte, mas trabalhando de forma conjunta, o basquete só terá a crescer.