Back Esportes Canais Voleibol Atletas explicam como o vôlei de praia ajuda a manter a barriga "tanquinho"

Atletas explicam como o vôlei de praia ajuda a manter a barriga "tanquinho"

  • PDF
21739
Barriga de tanquinho: essa meta, almejada por tantas mulheres, é, incrivelmente, lugar-comum entre a tribo feminina do vôlei de praia. Para comprovar, basta assistir a algum jogo da etapa brasileira do Mundial da modalidade, cujos primeiros duelos ocorreram no domingo, na arena montada na Esplanada dos Ministérios.

Em uma rápida olhada observam-se várias atletas com músculos abdominais de fazer inveja. E como as atletas são obrigadas a desfilarem de biquíni para cima e para baixo, a admiração, tanto pelo talento como pelo físico invejável, só aumenta.

Considerada uma das musas do vôlei de praia do Brasil, a carioca Maria Clara, 28 anos, que jogou por oito temporadas com sua irmã, Carol, iniciou, em 2012, uma parceria com a conterrânea Raquel. Maria Clara é uma das que exibem um corpo esguio e um “tanquinho” de deixar muito marmanjo de academia admirado. Para ela, a barriga com gominhos surge quase naturalmente, devido à própria exigência do esporte. Os movimentos realizados, principalmente de ataques e saques, seriam os principais responsáveis pela definição dos músculos, pois trabalham bastante a região lombar e abdominal.

Ritmo puxado

“O vôlei de praia exige muito do corpo, pois você está a todo momento em ação. Ou está atacando, ou defendendo. Não é como na quadra, em que as funções são divididas entre mais jogadores”, explica Maria Clara. “Tanto que todo mundo que migra de um para o outro sente a dificuldade. Além disso, a areia ajuda a tornear os músculos”, detalha a jogadora.

Maria Clara vai além. E atribui o ótimo físico, em parte, à genética. “Tem algumas jogadoras que são fortes, mas não têm os gominhos”, observa. Apesar de gostar de ter o corpo bem definido, ela comenta que não é fã de músculos muito exagerados. “Quando vejo que estou ficando muito forte tendo dar uma maneirada.”

Para a hexacampeã do Circuito Mundial e campeã mundial Larissa, a barriga sarada é fruto tanto do esporte quanto das horas dispensadas na academia. “Acaba criando um lance com a vaidade da gente. Jogamos de biquíni, né? Claro que queremos estar bem”, confessa. Entretanto, Larissa lembra que o fato de ser jogadora de vôlei de praia não traz só benefícios. “Sofremos muito com o sol. Temos que passar muito creme e protetor solar para não ficarmos com a pele enrugada e termos envelhecimento precoce”, pondera.

Outra que ostenta uma ótima forma é a bicampeã olímpica (Atenas-2004 e Pequim-2008) Kerri Walsh. A norte-americana, que joga com Misty May, tem 33 anos e é mãe de dois filhos: Joseph Michael, que completa três anos em maio, e Sundance Thomas, que fará dois anos no mesmo mês que o irmão. Mesmo após duas gestações, Walsh exibe seus gominhos no abdômen. “Acho que o esporte ajuda a manter a forma. Mas também sou adepta do pilates, que deixa o corpo definido”, afirma. “Eu gosto de estar em forma, claro, mas isso é uma questão que vai além da estética. Se eu estou bem fisicamente, sou uma atleta melhor e tenho mais força para jogar”, completa.

Só uma dupla avançou

Barrigas de tanquinho à parte, durante o torneio classificatório feminino, disputado ontem, apenas uma dupla brasileira — Maria Clara e Raquel — conseguiu vaga na chave principal, cujos jogos começam hoje.

Maria Clara e Raquel jogaram duas partidas. Na primeira, foram beneficiadas pela desistência da dupla colombiana Andrea e Gorda, por conta de uma distensão muscular na coxa direita de Gorda. Depois, as brasileiras levaram a melhor para cima das polonesas Kolosinska e Brzostek, campeãs mundiais júnior em 2009, por 2 x 0. Maria Clara e Raquel, assim, se juntam a Juliana e Larissa, Talita e Maria Elisa, Taiana e Vivian e Angela e Lili na chave principal.

As outras duas duplas brasileiras, Thati e Érica Freitas e Ágatha e Bárbara, que tinham vencido no country cota, no domingo, ficaram pelo caminho. As primeiras abriram o dia superando Joshua e Matauatu, do Vanuatu, por 2 x 1. No entanto, na rodada seguinte, acabaram superadas pelas chinesas Wang Fan e Yue, também por 2 x 1. Já Ágatha e Bárbara venceram na estreia as búlgaras Angelova e Tcholakova, por 2 x 0, mas foram eliminadas pelas gêmeas finlandesas Erika e Emilia Nystrom, que triunfaram por 2 x 0.

Programe-se

Circuito Mundial de Vôlei de Praia
Etapa de Brasília

Hoje
8h – chave principal feminina
14h – country quota masculino

Amanhã
8h – chave principal feminina
qualifying masculino

Quinta-feira
8h – chave principal feminina
9h – chave principal masculina
15h – semifinal feminina 1 e, na sequência, semifinal feminina 2

Sexta-feira
8h – chave principal masculina
9h30 – disputa do 3º lugar feminino
10h45 – final feminina
12h – chave principal masculina

Sábado
9h – chave principal masculina
15h – semifinal masculina 1 e, na sequência, semifinal masculina 2

Domingo
9h30 – disputa do 3º lugar masculino
11h15 – final masculina