Back Gestão Empreendedor Individual Profissional de Ed. Física consta da lista das 10 profissões promissoras para 2020

Profissional de Ed. Física consta da lista das 10 profissões promissoras para 2020

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Pesquisa aponta que a projeção acena para carreiras que podem ser reunidas em três grupos principais: profissões ligadas à saúde, à qualidade de vida e a negócios.

De acordo com a previsão do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (divulgada em fevereiro de 2012), em 2020 haverá naquele país um aumento de 14,3% no número de postos de trabalho, o que deve gerar 20,5 milhões de novas vagas. Dez profissões, segundo o relatório, devem ter uma demanda significativa nos Estados Unidos: analista de pesquisas de mercado; coordenador de eventos; dentista; professor de educação física; engenheiro biomédico; especialista em marketing; fisioterapeuta; fonoaudiólogo especializado em audiologia; intérprete e tradutor; radiologista e terapeuta familiar.

Ao analisar a lista, verifica-se que a projeção acena para carreiras que podem ser reunidas em três grupos principais: profissões ligadas à saúde, à qualidade de vida e a negócios.

A consultora de Desenvolvimento Organizacional da Caliper Brasil, Lilian Mary Gonçalves, acredita que no Brasil é possível que essas carreiras também sejam promissoras em razão do momento econômico próspero e demanda pelas áreas ligadas a qualidade de vida e longevidade.

“É como se fosse um círculo vicioso, um segmento de carreira acaba alimentando o outro. O fato de a população estar envelhecendo eleva a importância de profissionais ligados às áreas de saúde e de qualidade de vida. Percebo que a área de negócios, no Brasil, ainda tem um impulso extra devido a eventos como Copa e Olimpíadas que favorecem carreiras como organizador de eventos e intérprete e tradutor”, assinala.

A consultora aposta ainda que no Brasil, profissões ligadas ao entretenimento devem ter uma boa demanda nos próximos anos. “Novamente, o envelhecimento da população e a aposentaria dela, faz com que tenha mais tempo livre para diversão. A Copa e as Olimpíadas dão a oportunidade da profissionalização do turismo no país, o que também movimenta o mercado do entretenimento”, pontua.

Para a especialista, as profissões em ascensão exigem que os profissionais façam uso de duas categorias comportamentais principais: Atendimento e Resolução de Problemas. Assim, para alguém se arriscar nessas áreas é importante se sentir motivado pelo atendimento, encontrar gratificação em contribuir com as pessoas e mostrar-se prestativo, assim como e ter um perfil analítico.

“A competência de atendimento se manifesta principalmente nas carreiras relacionadas à saúde e qualidade de vida que requerem uma postura de prestatividade, de se preocupar em ajudar e servir”. “Já o perfil analítico, mais ligado aos negócios, garante a habilidade de contextualizar as situações, ter visão sistêmica e perceber o ambiente de forma estratégica”, explica Lilian Mary Gonçalves.

Atenção

A consultora da Caliper Brasil avalia que a divulgação de listas sobre profissões que estarão em alta, às vezes, pode fazer com que se tornem o único critério para a escolha de uma carreira,   instigando assim, as pessoas a deixarem de analisar aquilo que realmente traz satisfação a elas. “Quem está em busca de uma profissão, deve se basear também em outros critérios para tomar suas decisões”, alerta Lilian Mary Gonçalves.

A especialista indica ainda alguns passos fundamentais para se alcançar a realização profissional. Uma dica dada por ela é que cada indivíduo deve montar uma fórmula pessoal de sucesso, identificando o que funciona para ele e o que o vai motivá-lo a ‘chegar lá’. “Entrar em contato consigo mesmo é um diferencial. O autoconhecimento proporcionará respostas que ajudarão a trilhar o caminho para a realização profissional”, orienta.

Na hora de fazer as escolhas profissionais, alguns pontos devem ser levados em conta:

Conhecer a si mesmo – o autoconhecimento torna o processo de escolha profissional mais claro e mais fácil;

Identificar suas potencialidades – saber o que gosta de fazer e faz bem;

Conhecer a realidade das profissões – ter ciência que mesmo atuando com algo que goste de fazer, sempre haverá situações que serão mais difíceis ou exigirão mais esforço;

Analisar a realidade do mercado – para saber, entre outras coisas, como está a demanda pela profissão e a média salarial.