Back Lutas Canais Judô Judô brasileiro está entre os melhores do mundo

Judô brasileiro está entre os melhores do mundo

talento-raca-e-estrategismo-garantem-equipe-completa-em-londres-2012
A Federação Internacional de Judô divulgou uma nova atualização do ranking olímpico e mundial, o qual o  Brasil participa com a equipe completa, de 14 judocas, dos Jogos Olímpicos de Londres.

O ranking definirá as 22 vagas no masculino e as 14 no feminino, com o limite de um atleta por país. Judocas do mundo inteiro terão até o dia 30 de abril para garantir sua presença em Londres.

Além da seleção completa numa olimpíada, depois de anos, a outra grande notícia do ranking foi a classificação de Leandro Guilheiro como número um entre os meio-médios. Agora, temos dois brasileiros liderando o ranking na sua categoria: Leandro e Mayra Aguiar.

Leandro Cunha (6º), Hugo Pessanha (7º), Tiago Camilo, (9º),  Rafael Silva (4º), Daniel Hernandes (10º), Sarah Menezes (3ª), Erika Miranda (6ª), Rafaela Silva (4ª) e Maria Suellen Altheman (10ª) estão entre os top ten do ranking, o que nos faz acreditar que podemos conquistar até cinco medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres. Isso não é um sonho. Hoje o judô brasileiro figura entre os melhores do mundo e as cinco medalhas conquistadas nas disputas individuais do último Campeonato Mundial reforçam isso.

Quero destacar aqui que para que o Brasil pudesse ter todo esse destaque no ranking, além do talento, da técnica e da raça dos nossos atletas, foi fundamental o trabalho da equipe de estrategismo da Confederação Brasileira de Judô, liderada pelo professor Leonardo Mataruna.

Criado no ciclo olímpico para os Jogos de Pequim 2008, o departamento de estrategismo trabalha com o foco no presente e no futuro. A meta principal são as Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016. Vale ressaltar que poucas modalidades no Brasil contam com um trabalho especificamente voltado para a estratégia.

Essa equipe, composta por voluntários faixas pretas em judô e pós-graduados, tem filmado todos os confrontos dos nossos adversários nas competições do circuito mundial, o que torna possível analisar os pontos fortes e fracos dos nossos atletas e determinar onde é preciso melhorar. Além disso, todos os adversários também são observados e é traçado um perfil da arbitragem em cada competição. Assim, minutos antes da luta, os judocas e técnicos brasileiros têm informações precisas que ajudaram a traçar o trabalho tático mais acertado.

Em entrevista ao site da CBJ – www.cbj.com.br -, Maturana afirmou:  “Concluímos que assim como no futebol, alguns árbitros de judô dão mais punições que outros. Esta análise do perfil da arbitragem é importante para a estratégia montada para cada luta".

A equipe de estrategismo faz toda a diferença para o judô brasileiro e, graças à competência e seriedade dos profissionais que a integram, ela foi considerada um dos quatro departamentos de estrategismos mais organizados do mundo, o trabalho de Leonardo Mataruna virou referência nas Américas.

Fazendo uma comparação simples, na minha época, muitas vezes chegávamos às competições e a única informação que tínhamos sobre os adversários e a arbitragem era a visual, resultante da observação das lutas anteriores, minutos antes de entrar no tatame.

Embora contássemos com o apoio dos técnicos, antigamente, a conquista de uma medalha nos Jogos Olímpicos era fundamentada no esforço pessoal e no sacrifício dos atletas e das suas famílias.

Além do estrategismo, hoje, os judocas da Seleção contam com o apoio de médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos... Assim, qualquer medalha nos Jogos Olímpicos será fruto do esforço pessoal de cada atleta, mas também do trabalho de organização de uma equipe completamente focada no desempenho dos atletas.