Adriana Lacerda e Eric Conde, responsáveis pelo departamento de psicologia da entidade, têm realizado nas últimas concentrações da equipe um sistema de treinamento do cérebro. “Nas convocações usamos sistemas de biofeedback ou neurofeedback. O biofeedback capta a informação biológica para que haja o estímulo para a auto regulação através do pensamento. Já o neurofeedback está diretamente ligado à eletroencefalografia”, explica Eric, ressaltando que também existem sistemas de captação por variabilidade cardíaca.
Durante duas semanas a psicóloga Adriana Lacerda acompanhou a equipe feminina no Rio de Janeiro. Eric está em São Paulo com o time masculino e já aplicou o treinamento em atletas como o campeão mundial Luciano Corrêa e o vice-campeão mundial Leandro Cunha.
“Este sistema tem seu sucesso comprovado e já foi usado inúmeras vezes, inclusive pela seleção italiana de futebol, campeã da Copa de 2006. O treinamento ajuda no controle dos pensamentos que podem refletir nas funções físicas como respiração e batimento cardíaco. O objetivo é que eles cheguem na Olimpíada de Londres com uma capacidade muito maior de filtrar as informações e se concentrar nos estímulos relevantes para a luta”, afirma.
Fazem parte do sistema de neurofeedback jogos famosos, como pac-man. Mas, ao contrário dos vídeo-games, o controle não está nas mãos, mas na mente. “A dinâmica lúdica é controlada pela atividade eletrofisiológica colhida do escalpo. Então, o jogo é controlado pelo cérebro”, afirma.


Lutadores perdem mais de 10 kg e ficam até pelados na pesagem, cobertos apenas por uma toalha.
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