Faz anos que a Academia de Karatê Isami Dojo, de Komaki, têm preparado atletas na modalidade Shinkyokushin e consagrado campeões nos tatames em torneios e campeonatos por todo o Japão. De acordo com o instrutor Adilson Isami Nishimura há uma série de competições agendadas.
Dias 26 e 27 de maio a categoria adulto viaja até Osaka para um torneio nacional (zen nihon) e em junho acontece o nacional na modalidade Júnior, em Tokyo. Depois eles ainda têm campeonato em Mie, em setembro, e o torneio nacional absoluto no mês de outubro, em Tokyo, além de campeonato em Nagano, em novembro.
Isami Nishimura diz que a expectativa por bons resultados é sempre otimista, e revela que os alunos treinam com empenho e seriedade. Dedicação nos treinos, segundo ele, é condição para se repetir resultados como o obtido pela Academia na primeira competição do ano, realizada no Aichi Budoukan em Nagoya.
Antonio Feitosa, faixa preta nessa arte marcial, atuou como um dos árbitros na competição em Nagoya – e elogiou o nível dos atletas brasileiros, preparados fisicamente e com técnica para competir em pé de igualdade com os japoneses. O karatê é uma arte marcial se divide em vários estilos. O Shinkyokushin é uma modalidade de contato praticado em mais de 80 países, inclusive no Brasil, por crianças, jovens, adolescentes e adultos. Na competição em Nagoya apenas 20 brasileiros estiveram inscritos para as lutas.
Apesar da participação em minoria no número de competidores, os brasileiros foram para o tatame com muita disposição, como mostrou Rafael Omori e o estreante Seiji Takagaki – apesar do nervosismo em sua primeira competição em campeonato. Foi primeira competição também da atleta Tabata Midori, de 12 anos de idade. Ela treina faz pouco tempo e admitia que o nervosismo era o maior adversário – apesar do apoio e torcida dos pais Paulo e Flávia, presentes no ginásio.
O torneio foi difícil também para Leonardo Kadooka, que venceu as duas primeiras lutas mas machucou o pé. Faixa marron, ele luta faz seis anos e já disputou pelo menos dez campeonatos que lhe renderam três troféus de campeão. Os estudantes Lucas Ramalho e Renan Shiraishi, de 15 anos, também foram bem nas disputas, assim como o pequeno Vitor Nakamura – que fez o melhor que pode na luta da semifinal do campeonato. Perdeu, e sentiu a derrota.
Entre os adultos, deu Brasil na reta final nas disputas das categorias principais. Marcos Mori, faixa preta, faria luta final contra Leonardo Kadooka, mas foi cancelado porque Leonardo teve lesão no pé – e Mori sagrou-se campeão.
Além dele, na entrega dos troféus e certificados aos vencedores, outros sete brasileiros ocuparam a primeira fila. Os quatro campeões foram Toshiro Kusuki, Marcos Mori, Seiji Takagaki e Lucas Ramalho. O atleta Leonardo Kadooka conquistou troféu de vice-campeão e os garotos Vitor Nishimura, Renan Shiraishi e Richard Massato tiveram troféus de terceiro lugar em suas categorias.


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