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Os desafios da mulher brasileira no MMA

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Em entrevista, Juliana Lima afirma que para garantir o sucesso no MMA, as lutadoras precisam de três palavras: Dedicação, vontade e fé


Juliana Lima é uma lutadora oriunda do Muay Thai, dai vem o apelido no meio da luta: Ju Thai! Esta lutadora talentosa e casca grossa tem 10 lutas de muay thai, 9 vitórias e 1 derrota. Em 2010 fez sua primeira luta de MMA no Brasil Fight 3, que ocorreu em novembro em BH. Desde então já fez mais 2 lutas de MMA, concluindo um cartel invicto de 3 vitorias, todos no evento Brasil Fight, considerado um dos mais importantes do Brasil!

Para manter o nível técnico alto e garantir tantas vitórias, Ju Thai treina diariamente de 3 a 4 vezes ao dia, entre as modalidades estão o wrestling com Luiz Otavio Junior, que faz parte da comissão de técnicos de luta olímpica da seleção brasileira, treina o Jiu-Jitsu na Gracie Barra BH, onde foi campeã na Copa Leão Dourado 2010 e campeã interestadual da Gracie Barra em 2010 também!

O treino de Muay Thai é feito com Joel Lage, discípulo do Grão Mestre Olimpio, conceituadíssimo no Muay Thai. E pra completar faz treino no Centro de treinamento de lutas Bad Boy com o Luiz Otávio também, e a preparação física e treino de força com Eduardo Carneiro da Fun Fit.

Ju Thai não descuida de nada, e por isso tem acompanhamento com a nutricionista Karine Paratela, que orienta a atleta a ter uma dieta balanceada e em época de pre-luta a dieta e os treinos ficam mais intensos.


Abaixo você confere um rápido bate papo com a Ju Thai:

Como você começou nas artes marciais?

Comecei treinando Muay Thai há 8 anos com meu treinador Joel Lage discípulo do nosso Grão Mestre Olímpio Cunha.
 
Desde o início o seu foco era o MMA ou ele surgiu na sua vida de forma natural?

Meu foco inicial era o Muay Thai, com o crescimento e as novas oportunidades dadas pelo MMA, e sempre assistindo meus companheiro de treino lutar MMA, resolvi entrar no Jiu-jistu há 3 anos atrás para ter uma base de chão, até que no final de 2010 surgiu a oportunidade de fazer minha primeira luta no evento Brasil Fight, oportunidade dada pelo Tata Duarte e o Jairinho “Pastor”. Sou formada em turismo, trabalhava há 7 anos em uma agência de viagens como executiva de contas, larguei tudo para fazer minha primeira luta de MMA… desde então…viciei, nunca mais parei…rs

Hoje você vive exclusivamente de MMA? Quais as dificuldades encontradas?

Hoje vivo exclusivamente para o MMA, treino de 3 a 4 vezes ao dia, por isso não consigo conciliar com um trabalho normal de 8 horas diárias, dou aulas de Muay Thai no pouco tempo que sobra. Minhas dificuldades são basicamente iguais a de todos os atletas que lutam no Brasil: GRANA! PATROCINIO! É o que falta, mas enquanto não consigo uma ajuda mensal vou me virando para alcançar meu objetivo.

Apesar do Brasil ter inventado o MMA, a estrutura para os atletas iniciantes no Brasil é bem baixa e precária. O que falta para dar um melhor suporte a quem está começando?

O Brasil inventou mas os EUA popularizou… Acho que o que falta são as empresas, o governo, enfim, as pessoas que tem condições apostarem mais nos atletas, nas academias de lutas, dar mais incentivo ao esporte, mas com toda essa popularização do UFC no Brasil, acredito que a tendência é só melhorar, só espero que não demorem muito para não ter mais e mais talentos desperdiçados.

Você enfrentou, e enfrenta, algum preconceito por ser mulher e lutar MMA?

Olha…muito pouco, mas sempre tem um ou outro engraçadinho que faz uma piadinha aqui, puxa o bracinho além do normal ali…rs mas é normal e já me acostumei e quem disse que seria fácil, não é? rs…

Como é sua rotina de treinos?

Acordo todos os dias às 8h da manhã, faço meus treinos de musculação, preparação física e corrida em dias alternados. Treino o MMA todos os dias, menos na terça que eu treino sem quimono, a noite eu treino Muay Thai, Jiu-Jitsu e Wrestling em dias alternados.

Um recado para as mulheres que querem treinar e competir no MMA.

Vou resumir em três palavras: Dedicação, vontade e fé.