A IMX, agência responsável pela organização do UFC no Rio, jogou a toalha e comunicou à direção do UFC que está impossível de assegurar a realização
Falta apenas a assinatura de Dana White, presidente do UFC, para que o UFC 147, programado para acontecer no dia 23 de junho, no Rio de Janeiro, seja transferido para Las Vegas, possivelmente na mesma data programada para o evento em solo brasileiro.
O principal motivo é a dificuldade em encontrar hotéis na cidade, já que até o dia 22 de junho será realizada no Rio a conferência Rio +20, da Organização das Nações Unidas (ONU), reunindo autoridades do mundo inteiro. Sem hotéis, o UFC não conseguiria acomodar seu staff e, principalmente, turistas que iriam à cidade para acompanhar as lutas.
Ainda há a possibilidade de o UFC 147 ser realizado no Brasil, mas em outra cidade. Só que o grande atrativo do evento, que seria a revanche da luta entre o brasileiro Anderson Silva e o americano Chael Sonnen, provavelmente será transferido para Las Vegas, nos Estados Unidos. Os atletas, porém, ainda não foram informados da decisão, segundo confirmou o lutador brasileiro.
A organização do UFC 147 tem causado diversos problemas para o UFC. Inicialmente, o evento seria em São Paulo, no estádio do Morumbi, fazendo dele o maior da história da modalidade. Depois, o estádio do Pacaembu passou a ser apontado como possível local para a realização da disputa, já sem o atrativo de ter o maior público da história. No fim, o Rio Stadium, conhecido como Engenhão, estádio do Botafogo, foi o escolhido para abrigar as lutas, sendo que o embate Silva x Sonnen estava assegurado.
"Este será o maior evento esportivo do ano. Maior que NBA, que NFL. O mundo todo quer ver a luta entre Silva e Sonnen. Vamos transmiti-la para mais de 150 países e em 22 línguas diferentes em mais de meio bilhão de casas. Onde quer que os fãs estejam, eles irão ver as lutas", disse Dana White em 26 de março, quando confirmou a realização do UFC 147 no Rio. Na ocasião, a entidade havia prometido para o mês de abril novidades sobre a programação do evento em solo brasileiro.
O atraso na confirmação do evento, porém, tem atrapalhado os planos dos patrocinadores. Além disso, o alto valor cobrado pelo ingresso em camarote (cerca de R$ 8 mil por pessoa) estava dificultando a venda de pacotes corporativos, o que também pesa a favor da mudança de local para a competição.


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