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Festival de Atividade Física Adaptada comemora 9 anos na Unesp Rio

Festival de Atividade Física Adaptada comemora 9 anos na Unesp Rio
O Festival de Atividade Física Adaptada (FAFA), realizado anualmente na Unesp, campus Rio Claro é uma das poucas oportun

O Festival de Atividade Física Adaptada (FAFA), realizado anualmente na Unesp, campus Rio Claro é uma das poucas oportunidades onde alunos com necessidades especiais são os educadores. A primeira edição foi realizada em 1998 pela docente Eliane Mauerberg-deCastro, responsável pela disciplina Educação Física Adaptada, obrigatória para todos os alunos de Educação Física desta Unidade. O intuito foi de que alunos de escolas e instituições locais possibilitassem aos alunos universitários um aprendizado prático das teorias e técnicas vistas ao longo do semestre.Todos os anos a partir de então, os alunos da disciplina planejam e executam o festival durante a última semana de curso. Neste ano a realização foi no dia 15 de junho e contou com a participação de aproximadamente 150 crianças de várias instituições para deficientes de Rio Claro e em torno de 60 alunos de graduação dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física da Unesp.O Festival contou com jogos, música, dança e guloseimas, além de exercícios e atividades estruturadas para qualquer participante, não importa seu corpo, forma ou capacidade, já que, como aponta a Profa. Dra. Eliane Mauerberg-deCastro, futuros professores precisam saber como educar estudantes, de todo tipo, e não se desculpar dizendo que não sabem como, ou que não podem incomodar o resto da classe, mesmo por que embora hoje todos estejam falando da inclusão de pessoas com deficiências em ambientes educacionais regulares, isto não é novidade: é lei desde 1996.Mas os alunos da UNESP admitem sua dificuldade inicial. Anderson Oliveta, por exemplo, diz que até o festival que ele participou, ele realmente não apreciava trabalhar com pessoas com deficiências. "Quando nós começamos a estudar o material apresentado em classe, parecia difícil de entender. Eu nunca tive contato com qualquer pessoa com deficiência. Não parecia relevante pra mim. Primeiro eu fiquei chocado: estudar em classe é uma coisa, mas quando eles aparecem um dia numa enorme turma, eu esqueci tudo que havia falado antes. E pra dizer a verdade, eu fiquei impressionado com suas aparências físicas, suas diferenças, mas depois desta experiência, após trabalhar com as crianças, brincar com elas e ter um contato físico, eu entendi melhor o que a professora estava falando: o processo de trabalhar na educação física adaptada. As pessoas que nós supúnhamos trabalhar tornaram-se reais."Ajudar seus alunos a aprender a pensar analiticamente é uma parte dos desafios de uma grande Universidade como a Unesp, e iniciativas como essa são essenciais para que isso efetivamente ocorra.