Um novo tratamento para a obesidade

14 de junho de 2016 ● POR Redação

O tratamento com agonistas de GLP-1 tem se mostrado eficaz para obesidade e diabetes tipo 2. O estudo publicado esse mês na revista Metabolism Clinical and Experimental mostra os resultados do uso de liraglutida versus placebo. Com desenho experimental randomizado, controlado por placebo, duplo-cego e cruzado com 20 pacientes com diabetes tipo 2, esse trabalho mostrou que; em jejum, os níveis de diversos hormônios relacionados ao controle do apetite incluindo: Leptina, Grelina, PYY e GIP se mostraram favoráveis para redução da massa corporal. Quando os sujeitos usaram a liraglutida aumentaram o GLP-1 (aumenta a saciedade) e reduziram a Leptina (estimulador da fome).

Esses resultados mostram que a liraglutida pode ser um aliado importante para o manejo dos níveis hormonais que controlam a homeostase energética. Entretanto, os efeitos do uso continuado poderia levar a uma supercompensação do sistema nervoso central (SNC) e limitar o efeito da liraglutida em tratamentos para redução da massa corporal.

Mas nem tudo são flores
Qualquer tipo de intervenção farmacológica irá ter resultados positivos e os velhos e maus efeitos colaterais. Quando se trata de liraglutida os principais efeitos são as náuseas e os vômitos. Além disso, existem casos de pancreatite (inflamação no pâncreas), apesar de poucos, 6 casos (4 de pancreatite aguda e 2 de pancreatite crônica), em estudo que aplicou a droga em 2700 pacientes com Diabetes tipo 2 (dados do estudo LEAD (Liraglutide Effect and Action in Diabetes)).

Minha opinião
A junção de dieta + aumento da atividade física + exercício físico ainda é a combinação mais importante para prevenir e tratar o ganho de massa adiposa e, por consequência, ajudar nos processos de controle de doenças metabólicas. O que devemos ter em mente é que, muitas vezes, para que tenhamos um efeito mais eficaz no processo de emagrecimento, o uso de remédios (prescritos por profissionais legalmente habilitados) acaba sendo um importante contribuinte no começo do processo. A grande maioria das pessoas não consegue se manter mais que 3 meses em um programa de exercícios e alimentação saudável. Ao promover uma ajuda no processo de enfrentamento do tratamento pode ser uma boa alternativa. Sendo assim, não tem como fugir do aumento do gasto calórico por meio do movimento (exercício físico) e redução da ingesta calórica (dieta).

(Fonte: Prof. Dr. André Lopes. Facebook, clique aqui. Instagram, clique aqui).