Jejum intermitente: será que vale a pena fazer?

27 de janeiro de 2017 ● POR

O jejum intermitente tem sido bastante discutido ultimamente. Inclusive, alguns nutricionistas já utilizam essa estratégia com seus pacientes com diversos objetivos. Será que vale a pena?
Há muito tempo a recomendação básica de todo nutricionista é fazer o fracionamento da alimentação em cerca de 5 a 6 refeições diárias e, portanto, comer com intervalos de 3 horas.
Fazendo desta forma, seria mais fácil alcançar o valor calórico total obtendo grande variedade de nutrientes e compostos bioativos, além de melhorar a saciedade e reduzir a compulsão alimentar e os níveis sanguíneos de glicose, cortisol e colesterol.
Com o aumento dos estudos sobre o jejum e suas implicações metabólicas, já temos diversas teses que mostram possíveis benefícios do jejum intermitente, como: controle do aumento de cortisol a longo prazo; melhora da função cerebral; utilização dos estoques de glicogênio hepático e tecido adiposo como substrato energético (emagrecimento); ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, reduzindo hormônios que controlam a fome e sensação de saciedade, como a leptina e insulina.
Em relação ao desempenho esportivo, os resultados dos estudos são conflitantes, sendo que a maioria mostra que não houve alteração da composição corporal (no tempo do estudo), que a força muscular foi preservada em exercícios resistidos (exemplo: musculação ou levantamento de peso) e que houve redução da velocidade e aumento de fadiga em exercícios de endurance (corrida e bike).
Os estudos sobre o tema ainda são considerados escassos e limitados para que seja possível estabelecer os reais efeitos do jejum intermitente no controle metabólico.
Talvez utilizar o jejum como estratégia nutricional pontual (em casos específicos e respeitando a individualidade do paciente) seja mais indicado enquanto mais estudos não são produzidos.
Procure sempre a orientação de um profissional da área médica antes de fazer este jejum.
Matéria publicada pelo Ativo.com