Doenças do coração matam 350 mil por ano no Brasil e o controle da pressão reduzirá esse número

27 de abril de 2015 ● POR

A cada dois minutos um brasileiro morre por causa de doenças cardiovasculares …

No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, 26 de abril, a Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – faz o alerta: “Quem se medica contra a hipertensão vive sem restrição”. A ação tem a participação da embaixadora da campanha: “Eu sou 12 por 8″, a atriz Ingrid Guimarães.

A cada dois minutos um brasileiro morre por causa de doenças cardiovasculares, 350 mil a cada ano e um dos principais motivos dessa epidemia é que a população ainda não dá a devida importância à hipertensão arterial.

Dos milhões de brasileiros que sofrem de hipertensão arterial, somente 20% mantém a pressão controlada o que é fácil e também barato de conseguir. O restante corre o risco de ter um infarto ou derrame (AVC) e nem imagina que pode engrossar a estatística de óbitos prematuros.

Para diminuir drasticamente o número de vidas que se perdem por doenças relacionadas com o coração, a Sociedade Brasileira de Cardiologia promove campanhas e ações de conscientização em todo o país para que a população conheça a sua pressão arterial divulgando o estilo de vida saudável e, principalmente, ingerindo a medicação quando prescrita pelo médico. \”Alimentação rica em legumes, frutas e verduras, com pouca gordura, sem frituras, sem cigarro, exercício físico constante, controle do peso, do colesterol e da pressão arterial, além de jamais esquecer de tomar o remédio, que é para a vida toda\” orienta o coordenador nacional da campanha, Marcus Bolivar Malachias.

A pressão é mais baixa nas pessoas que praticam exercício, procuram consumir pouco sal e mantém um peso adequado. Mas mesmo quando a pressão é alta naturalmente – há famílias que geneticamente tendem a ter pressão alta, o tratamento é fácil e o SUS distribui o remédio para controlar a pressão de graça.

“O problema é que como a hipertensão não incomoda e não provoca sintomas, os hipertensos muitas vezes abandonam o tratamento, param de tomar as pílulas recomendadas e então voltam a correr risco de infarto e de AVC”, conclui o cardiologista.

Matéria publicada no site Pauta Incorporativa