Coluna Neutra: a imagem da figura “Z” como dica verbal e visual

26 de março de 2012 ● POR Redação

Olá pessoal!

Estou muito feliz em retornar ao blog do Portal e inicio compartiçlhando com vocês estas idéias sobre a figura Z como auxiliar idática para as dissociações de quadril em pelve com coluna neutra.

Mudando de assunto, um dos principais elementos que podemos ensinar aos alunos, estreitamente ligado à higiene postural, é a importância de aprender a dobrar, articular, permitir o deslizamento entre as juntas. Dentre todas elas, a do quadril, em termos de compreensão da estabilização da coluna neutra, nestes tempo de cadeiras, sofás e sedentarismo galopante, é a principal junta que deve ser despertada!

Seja em quadrupedia, decúbito dorsal, seja sentado ou em pé, é fundamental que a compreensão ativa desta articulação seja estimulada.
São várias as imagens que o professor pode lançar mão para esse despertar e muitas já foram compartilhadas aqui no blog: o fêmur que cava na bacia, os ísquios que são seus pés quando você está sentado, o fêmur que sinuca para dentro da articulação, entre outras.

Associada ao movimento ortogonal que eu falava no início da postagem, vamos hoje desenvolver a idéia da forma da letra Z que será estruturada no corpo através de três “retas” : a coluna neutra estabilizada, a coxa (fêmur) e a perna (tíbia e fíbula). Os ângulos se formarão nas articulações do joelho e quadril quando dissociarmos, flexionarmos essas juntas.

A idéia é chamar a atenção do aluno para este “Z” que irá se repetir em todos os decúbitos.

Em relação à coluna, quanto mais agudo os ângulos, mais importante a ação da musculatura dorsal e afastamento dos ísquios e quanto mais obtuso, mais ativação de centro para garantir a coluna neutra, Mas isso já é outra história.

A idéia aqui é que vocês notem a formação do Z, para que sempre chamem atenção do aluno , em qualquer decúbito, para visualizar e estimular este Z.

Desta forma ativamos os dorsais para manter a coluna, especialmente lombar, em sua extensão natural (lordose fisiológica).
Vejam as imagens acima para tentar visualizar.

Agora vamos treinar esse olhar em movimento utilizando as animações abaixo.
Quando Giovana, fisioinstrutora que não está mais conosco na equipe mas deixou saudades, está em pé, os ângulos quadril e joelhos são 180 graus, completamente abertos.

Quando ela começa a agachar, precisa, imediatamente permitir o deslizamento do fêmur no acetábulo e no platô tibial. Começa aí a formação do Z.

Quanto mais ela abaixa, mais precisa permitir o afastamento dos ísquios e o deslizamento do fêmur simultaneamente ao trabalho dos eretores espinhais para manter a coluna neutra e não sobrecarregar o joelho que, desta forma, pode perfeitamente fazer uma flexão completa para que ela chegue ao chão.


Em quadrupedia a figura do Z é bem nítida desde a posição inicial. Novamente ela tem que afastar os ísquios e, consequentemente, abrir as asas dos ilíacos, para permitir o deslizamento do fêmur.

De maneira geral relaxamos o assoalho enquanto acentuamos as flexões articulares e os ângulos do Z e aproximamos ísquios e elevamos assoalho pélvico enquanto abrimos os ângulos e ativamos mais o centro.

Cóccix também entra e se afasta num balanceio conforme o movimento vai e vem!

É isso aí! O que vocês acham de toda essa idéia?

Quando movimentamos uma articulação num eixo fixo, a quantidade de informações que é recebida e emitida pelo cérebro, articulações e musculatura, são menores e mais constantes. Outra situação em que optamos por essa estratégia de reduzir o estímulo proprioceptivo através do estímulo a um movimento mais constante e linear é quando lançamos mão das cadeias fechadas: muitas vezes utilizadas para iniciar um aluno novato no repertório.

 

 

Olá pessoal!

Estou muito feliz em retornar ao blog do Portal e inicio compartiçlhando com vocês estas idéias sobre a figura Z como auxiliar idática para as dissociações de quadril em pelve com coluna neutra.

Mudando de assunto, um dos principais elementos que podemos ensinar aos alunos, estreitamente ligado à higiene postural, é a importância de aprender a dobrar, articular, permitir o deslizamento entre as juntas. Dentre todas elas, a do quadril, em termos de compreensão da estabilização da coluna neutra, nestes tempo de cadeiras, sofás e sedentarismo galopante, é a principal junta que deve ser despertada!

Seja em quadrupedia, decúbito dorsal, seja sentado ou em pé, é fundamental que a compreensão ativa desta articulação seja estimulada.
São várias as imagens que o professor pode lançar mão para esse despertar e muitas já foram compartilhadas aqui no blog: o fêmur que cava na bacia, os ísquios que são seus pés quando você está sentado, o fêmur que sinuca para dentro da articulação, entre outras.

Associada ao movimento ortogonal que eu falava no início da postagem, vamos hoje desenvolver a idéia da forma da letra Z que será estruturada no corpo através de três “retas” : a coluna neutra estabilizada, a coxa (fêmur) e a perna (tíbia e fíbula). Os ângulos se formarão nas articulações do joelho e quadril quando dissociarmos, flexionarmos essas juntas.

A idéia é chamar a atenção do aluno para este “Z” que irá se repetir em todos os decúbitos.

Em relação à coluna, quanto mais agudo os ângulos, mais importante a ação da musculatura dorsal e afastamento dos ísquios e quanto mais obtuso, mais ativação de centro para garantir a coluna neutra, Mas isso já é outra história.

A idéia aqui é que vocês notem a formação do Z, para que sempre chamem atenção do aluno , em qualquer decúbito, para visualizar e estimular este Z.

Desta forma ativamos os dorsais para manter a coluna, especialmente lombar, em sua extensão natural (lordose fisiológica).
Vejam as imagens acima para tentar visualizar.

Agora vamos treinar esse olhar em movimento utilizando as animações abaixo.
Quando Giovana, fisioinstrutora que não está mais conosco na equipe mas deixou saudades, está em pé, os ângulos quadril e joelhos são 180 graus, completamente abertos.

Quando ela começa a agachar, precisa, imediatamente permitir o deslizamento do fêmur no acetábulo e no platô tibial. Começa aí a formação do Z.

Quanto mais ela abaixa, mais precisa permitir o afastamento dos ísquios e o deslizamento do fêmur simultaneamente ao trabalho dos eretores espinhais para manter a coluna neutra e não sobrecarregar o joelho que, desta forma, pode perfeitamente fazer uma flexão completa para que ela chegue ao chão.


Em quadrupedia a figura do Z é bem nítida desde a posição inicial. Novamente ela tem que afastar os ísquios e, consequentemente, abrir as asas dos ilíacos, para permitir o deslizamento do fêmur.

De maneira geral relaxamos o assoalho enquanto acentuamos as flexões articulares e os ângulos do Z e aproximamos ísquios e elevamos assoalho pélvico enquanto abrimos os ângulos e ativamos mais o centro.

Cóccix também entra e se afasta num balanceio conforme o movimento vai e vem!

É isso aí! O que vocês acham de toda essa idéia?

Quando movimentamos uma articulação num eixo fixo, a quantidade de informações que é recebida e emitida pelo cérebro, articulações e musculatura, são menores e mais constantes. Outra situação em que optamos por essa estratégia de reduzir o estímulo proprioceptivo através do estímulo a um movimento mais constante e linear é quando lançamos mão das cadeias fechadas: muitas vezes utilizadas para iniciar um aluno novato no repertório.