A importância da atividade física para o bem estar emocional

28 de novembro de 2018 ● POR Flávio Rebustini

A atividade física promove equilíbrio das emoções, controle de estresse e a obtenção de prazer na vida (BECK e MAGALHÃES, 2017). Não é novidade que a prática de atividade física traz inúmeros benefícios, não somente aos atletas, mas a todos indivíduos em diferentes fases da vida. Nem todo mundo compreende como a prática de atividade física pode influenciar direta e positivamente o bem-estar emocional, sendo até parte de tratamentos psicológicos.

Nos dias atuais é muito comum que rotinas de estudo, trabalho, família e outros, assumam grande parte do dia, engolindo o tempo que deveria ser dedicado para relaxar e praticar atividades físicas e outros que sejam prazerosos. Essa sobrecarga de responsabilidades pode acarretar uma fragilização emocional, bem como favorecer o aparecimento de doenças (SILVA e COSTA JÚNIOR, 2011).

Durante e após a prática de atividade física nosso corpo libera Endorfina, que se trata de um hormônio que age como uma “pílula da alegria”, diminuindo o estresse, o mau humor, ansiedade e tensões. Este hormônio atua fisiologicamente, auxiliando por exemplo em questões de ansiedade e estresse (SILVA e COSTA JÚNIOR, 2011).

A melhor motivação para a prática de atividade física é o prazer, sendo o exercício prazeroso mais eficiente. Por isso é importante identificar atividades ao qual se tenha mais afinidade e investir para que elas se tornem hábitos. A prática de atividade física beneficia de crianças a idosos (BECK e MAGALHÃES, 2017). Praticar de maneira regular beneficia o indivíduo, aumentando a: alegria, realização, os benefícios físicos e os benefícios psicológicos (SILVA e COSTA JÚNIOR, 2011).

Ela melhora por exemplo, a circulação sanguínea, e não beneficia somente o corpo, estudos vem demonstrando sua atuação na melhora das funções cognitivas, bom humor, memória e aprendizagem. Para os idosos, por exemplo, a prática de atividade física, sendo ela: jogos, esporte ou recreação, além de ser apontada como indispensável para recuperação e manutenção da saúde desta população, retardando o declínio de aspectos físicos, psicológicos e cognitivos, se mostraram como estratégias eficientes de prevenção, favorecendo um envelhecimento saudável (CASTRO, LIMA e DUARTE, 2016).

Somente com uma rotina de atividade física moderada e regular, pode-se alcançar efeitos benéficos e duradouros. Batista et al. (2015) realizaram uma pesquisa com alunos do Ensino Básico, entre 8 e 10 anos, que avaliou a influência do volume da prática de atividade física e desportiva em relação aos seus rendimentos escolares. Constatou que há um aumento de autoconceito em relação a quantidade de horas de prática de atividade física e desportiva, bem como competência escolar e comportamento.

A saúde física e mental precisa de cuidados com a mesma importância, portanto, é de grande relevância a prática de atividade física que estimula e mantém a saúde do corpo e também a capacidade mental dos indivíduos (bem estar emocional). Vale ressaltar, a importância de respeitar os limites de cada um e antes de iniciar qualquer prática, indica-se a busca de um profissional habilitado para uma avaliação física e acompanhamento regular. Lembrando também, que a atividade física é mais uma ferramenta que pode ser utilizada na melhoria dos estados emocionais, mas que não atua sozinha na resolução dos problemas.

REFERÊNCIAS

BATISTA, Marco; CUBO DELGADO, Sixto; PETRICA, João; SERRANO, João; PAULO, Rui; HONÓRIO, Samuel; EFEITO DO VOLUME DE HORAS SEMANAL DE ATIVIDADE FÍSICA E DESPORTIVA NA FORMAÇÃO DO AUTOCONCEITO DE ALUNOS DE 1º CICLO. E-balonmano.com: Revista de Ciencias del Deporte [en linea] 2015, 11. Disponivel em:<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=86538704045> ISSN. Acesso em: 12 nov 2018.

BECK, Marcelo Luis Grassi; MAGALHÃES, Josiane; EXERCÍCIOS FÍSICOS E SEUS BENEFÍCIOS À SAÚDE MENTAL: INTERSECÇÕES ENTRE A EDUCAÇÃO FÍSICA E A PSICOLOGIA. Rev. Fac. Educ. (Univ. do Estado de Mato Grosso), Vol. 28, Ano 15, Nº 2 p. 129-148, jul./dez. 2017. Disponível em: < http://www2.unemat.br/revistafaed/content/vol/vol_28/Faed_28.pdf#page=129>. Acesso em: 05 nov 2018. 

CASTRO, Marcela Rodrigues de; LIMA, Leopoldo Henriques Rezende; DUARTE, Emerson Rodrigues. JOGOS RECREATIVOS PARA A TERCEIRA IDADE: UMA ANÁLISE A PARTIR DA PERCEPÇÃO DOS IDOSOS. Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Porto Alegre, v. 38, n. 3, p. 283-289, set. 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892016000300283&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 12 nov. 2018. 

SILVA, Paulo Vinícius Carvalho; COSTA JÚNIOR, Áderson Luiz; EFEITO DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES. Psicol. Argum., Curitiba, v. 29, n. 64, p. 41-50, jan./mar. 2011. Disponível em: <https://periodicos.pucpr.br/index.php/psicologiaargumento/article/view/19915/19213>. Acesso em 19 nov. 2018. 

AUTORES

Aline Cristina da Silva é Psicóloga pela UMC e Mestranda em Gerontologia pela EACH-USP.

Bruno Bonfá Araújo é psicólogo pela UMC, Especializando em Neurociências pela UNIFESP e Mestrando em Avaliação Psicológica pela USF.

Flávio Rebustini é Pós-Doutor em Desenvolvimento Humano e Tecnologias (UNESP/RC) e Pós-Doutor em Psicometria (UQTR – Canadá)