Genética é fator considerável para a obesidade infantil

13 de março de 2017 ● POR Redação

A obesidade infantil é uma condição que, atualmente, afeta o mundo inteiro. 220 milhões de crianças e adolescentes estão acima do peso. Segundo a Federação Mundial da Obesidade essa quantidade ainda irá aumentar: a expectativa é que pule para os 268 milhões em menos de 10 anos.
Os principais fatores para esse alto índice são a má alimentação e a pouca atividade física. Porém, um estudo feito pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, destacou que a obesidade infantil também é resultado de um fator hereditário.
No estudo, mais de 100 mil voluntários-mirins da investigação estavam distribuídos entre seis países: Estados Unidos, Inglaterra, China, Indonésia, Espanha e México.
Os resultados foram consistentes em todas as regiões. Vale lembrar, que os locais possuem diferentes padrões de nutrição: os Estados Unidos tem uma das populações mais obesas, enquanto a China tem um índice bem menor de pessoas acima do peso.
Os cientistas descobriram que, em média, o filho herda 40% do índice de massa corporal dos pais, sendo que cada metade vem de um genitor. Dados como esse sugerem que a genética é fator determinante no surgimento da obesidade, e não apenas os hábitos alimentares.
Este estudo está longe de anular as consequências do sedentarismo ou do excesso alimentar, mas é uma porcentagem bastante significativa.