Conheça um novo tipo de Método Abdominal Hipopressivo

01 de abril de 2019 ● POR Alessandro Lucchetti

Preocupada com a alta incidência dos primeiros sintomas de incontinência urinária por esforço em mulheres cada vez mais jovens, a fisioterapeuta Janaína Cintas, instrutora da VOLL Pilates Group, estudou a fundo o tema e acabou por desenvolver o novo Método Abdominal Hipopressivo (MAH). “Mulheres, não é normal perder xixi rindo, espirrando, correndo, fazendo Crossfit ou por causa de qualquer esforço. Não é normal ir várias vezes ao banheiro durante a noite. Tudo isso são sinais que a incontinência urinária está chegando”, alerta.

Segundo estudo concluído em 2018 por ginecologistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Unicamp, um grande número de casos tem ocorrido no Crossfit. Cerca de 30% das praticantes perdem urina no treino, segundo uma pesquisa que ouviu 551 mulheres esportistas dessa modalidade, que combina levantamento de peso, ginástica olímpica, corrida e pular corda. Feito por o estudo verificou que as atingidas tinham em média 32 anos, 68% delas nunca haviam tido filho e 68% estavam em dia com a balança, contrariando os clássicos fatores de risco para incontinência.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que 35% das brasileiras com mais de 40 anos sofrem de incontinência urinária e 5% do total da população, ou seja 10 milhões de pessoas,

Entre as maratonistas de elite, a incontinência chega a bater a casa dos 70%. Nesse estudo, explicam que em cada pulo da corrida, uma mulher de 50 quilos triplica seu peso; portanto, sua musculatura deve arcar com a pressão de 150 quilos. Se a pélvis estiver despreparada, é grande o risco de a urina escorrer. A solução não é desistir do esporte, e sim fortalecer a pelve.

A advogada Camila Andrade, de 26 anos, é praticante de Crossfit. “Às vezes sentia a calcinha molhada após os treinos mais fortes, mas não se preocupava com isso, achava normal. Por acaso decidiu começar a praticar Pilates, foi a sorte. “Na avaliação, na primeira aula, descobriram que eu estava com 2,5cm de diástase, nem sabia o que era isso”, lembra. A instrutora indicou o MAH. Com menos de sies meses, a diástase regrediu totalmente e Camila continua fazendo Pilates e Crossfit. “É uma atividade especial, tanto para corpo como para a mente”.

Ela explica que no início os movimentos do MAH, para quem nunca fez yoga ou Pilates, é meio difícil, mas depois se torna prazeroso. “A respiração do MAH alivia e libera minhas tensões musculares, principalmente após o treino de Crossfit, pretendo fazer Pilates para sempre”, conta Camila.

O que é o MAH:

Não existe espaço vazio dentro do corpo humano, por isso qualquer tipo de esforço físico ou até mesmo um choque emocional acabam por provocar pressões internas para baixo, empurrando a bexiga, o assoalho pélvico (parte que sustenta o corpo dentro da bacia), outros órgãos e vísceras. Um simples exercício abdominal, por exemplo, quando aproximamos os cotovelos dos joelhos, já causa uma baita pressão interna. Como os órgãos são comprimidos durante o exercício eles fazem pressão – para baixo, pegando o assoalho pélvico, ou para trás – empurrando a coluna lombar – ou para cima, empurrando o diafragma, comprometendo a respiração. Por conta também da força da gravidade, do impacto e do esforço, durante corridas de longa distância o assoalho pélvico sofre uma pressão danada. Ele tem que ser fortalecido antes disso. “Estudos indicam que cerca de 80% das mulheres maratonistas sofrem de incontinência urinária por esforço”, destaca Janaína. Pensando em como normalizar essas pressões torácicas e intra-abdominais e fortalecer a pelve e tórax, Janaína pesquisou muito na Europa e acabou por desenvolver o MAH, um método focado em qualidade de vida, em aliviar as tensões internas e fortalecer as regiões da pelve, abdome e caixa torácica.

Benefícios do MAH:

Previne incontinência urinária e trata os casos leves. Para os graves a solução é cirúrgica. Tonifica abdome, pelve e tórax. Melhora a postura, respiração e desempenho sexual. Fortalece o assoalho pélvico, diminui a circunferência abdominal. E há pesquisas em andamento com tratamento de doenças pulmonares.

Como são os exercícios:

Após avaliação, o fisioterapeuta estabelece uma rotina de exercícios personalizada ritmos e posturais, com aspirações, abdominais sem pressionar os órgãos, pontes e exercícios para fortalecer a pelve. Os exercícios têm como objetivo normalizar as pressões dentro do abdome. Indicado para pessoas que possuam excesso de pressão nesta região, perda urinária. Seguem abaixo três exercícios diferentes.

Contraindicações: gestantes, lactantes, hipertensas, quem sofre de Síndrome do Vasovagal e Doença de Crohn.