Psicologia e esporte: GEPEN transforma carreiras na Unicamp

02 de dezembro de 2019 ● POR Alessandro Lucchetti

“Amarelou”

“Travou”

“Encurtou o braço”

“Pipocou”

“Sentiu a final”

“Tremeu”.

As mesas redondas, as bancadas em diversos formatos e os sofás ocupados pelos opinadores remunerados sobre o mundo da bola estão cansados de ouvir essas expressões. Embora há muito tempo se discuta a influência que o despreparo psicológico acarreta em competições esportivas, é bem verdade que ainda há muita resistência à contratação de psicólogos especializados.

O GEPEN (Grupo de Estudos em Psicologia do Esporte e Neurociências) é um núcleo que reúne, nas dependências da Faculdade de Educação Física da Unicamp, pesquisadores que atuam na produção de conhecimento significativo, sem chutes. O intuito é buscar explicações psicológicas e biológicas capazes de propiciar um melhor rendimento esportivo, além de favorecer as funções cognitivas, a tomada de decisões e o controle emocional.

O grupo, formado em 2013, é coordenado por Paula Teixeira Fernandes, psicóloga formada em 97 pela PUC de Campinas. Entre outros títulos, ela tem mestrado e doutorado em Ciências Médicas-Neurociências pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, além de pós-doutorado pela mesma instituição, em parceria com a Universidade da Carolina do Sul (EUA) na área de neuroimagem e reabilitação.

“Eu vim da Medicina. Senti a necessidade de criar um grupo capaz de trabalhar temas como a ansiedade e o treinamento psicológico. O que se tem fora daqui, em muitas discussões, é o senso comum”, diz Paula. “Em muitos casos, o preparo psicológico faz a diferença. Muitos atletas e dirigentes têm noção da importância disso, mesmo sem entender o conteúdo”.

Segundo a psicóloga, o grupo ajuda na produção de pesquisas e contribui para a formação acadêmica. Seus componentes podem ser mestres, doutores, pós-doutores e até graduandos. “Esse trabalho ajuda a fugir do achismo e abordar a questão da preparação psicológica de uma forma mais concreta”.

O GEPEN é ligado a projetos de extensão que tornam possível que se aplique no dia a dia os conhecimentos acumulados. O AKDMIA envolve os times de basquete do tradicional Clube Campineiro de Regatas e Natação, fundado em 1918, na faixa etária dos 12 aos 16 anos. “Nós conversamos muito com os atletas e os auxiliamos. A gente avalia quem eles são e fazemos uma preparação psicológica periodizada, nos mesmos moldes em que a preparação técnica e a tática são realizados”, explica Paula. “A ideia é contribuir para o desenvolvimento integral desses adolescentes, para que eles possam oferecer o seu melhor em quadra. Nosso trabalho é favorecer a coesão, liderança, sentido de equipe e motivação, sempre com o estabelecimento de metas”, detalha a professora.

Passaram pelo GEPEN profissionais que depois conquistaram postos de trabalho no Atlético Paranaense e na Ponte Preta, por exemplo. A própria Paula fez parte da comissão técnica da seleção brasileira feminina de basquete que disputou os Jogos Olímpicos do Rio.

Alguns membros do GEPEN atuam em projetos sociais, outros em trabalhos de formação, bem como em iniciativas que visam a conferir maior qualidade de vida a atletas da terceira idade. “A gente quer que o indivíduo faça da melhor maneira aquilo que ele tem que fazer. No final das contas, não melhoramos a autoestima apenas no que tange ao esporte. Antes de ser atleta, há uma pessoa ali”, acrescenta a pesquisadora.

Como mencionamos em um dos parágrafos iniciais do texto, ainda existe muita resistência no âmbito esportivo à contratação de psicólogos do esporte. “O Neymar já disse que não é louco e que não precisa de psicólogo”, recorda Paula.

A pesquisadora entende que existe um processo de redução dessa resistência. Colocando essa caminhada em perspectiva, cabe lembrar que o reconhecimento da psicologia do esporte como área de especialidade da psicologia, no Brasil, ocorreu apenas em 2000. A título de comparação, na Alemanha a elevação da psicologia do esporte a esse patamar já tem meio século.

Por falar em 2000, foi justamente naquele ano que a delegação brasileira enviada à Austrália, para a disputa dos Jogos de Sydney, vivenciou um processo que atestou todo o despreparo que a classe dos dirigentes esportivos nacionais apresentava na abordagem desse tema. O então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, deu seu aval à contratação do psiquiatra Roberto Shinyashiki. Segundo reportagem publicada à época pela Folha de S. Paulo, o conhecido autor de livros de auto-ajuda passou a ser um dos homens mais importantes no esforço olímpico verde-amarelo naquela Olimpíada. Ganhou carta-branca do mandachuva que depois passou uma quinzena na prisão e chegou a fazer os atletas depositarem seus valiosos pés sobre carvão em brasa. Enquanto cumpriam o ritual, gritavam frases como: “Brasil, eu posso! Raça!”.

Aparentemente, esse rito de passagem não deu muita força para o Brasil brilhar no quadro de medalhas. Se tomarmos as dez últimas edições dos Jogos Olímpicos, a de Sydney é a única em que nenhum atleta brasileiro subiu ao degrau mais alto do pódio. Em 2000, o país conquistou cinco medalhas de prata e igual número de bronzes – e nenhum ourozinho sequer.

“A estratégia não tem que trazer sofrimento. Muitos treinamentos em neurolinguística contemplam essa passagem sobre carvão em brasa. O que posso dizer é que preparação psicológica não é receita de bolo. O que funciona para um ser humano pode não funcionar para outro. Cada um tem um nível de fragilidade diferente”, argumenta Paula.

Mas o que os pesquisadores do GEPEN têm a dizer sobre o grupo e sobre as atividades que desenvolvem junto a eles?

Vamos às considerações deles:

Valéria Melo Claudino Alves (psicóloga do esporte, doutora pela Faculdade de Ciências Médicas pelo departamento de Gerontologia)

“Estou pesquisando a relação entre atividade física e envelhecimento. O idoso pode trabalhar de maneira preventiva para ter um envelhecimento mais tranquilo, criando uma reserva funcional através da prática da atividade física. A prática do exercício físico modifica parte da estrutura do cérebro. No momento pós-treino, inclusive, o indivíduo já apresenta uma cognição melhor”.

Elisabeth Fernandes (psicóloga do esporte paraolímpico, formada em Psicologia pela UNESP, com pós-graduação pela FMU)

“Estou solidificando minha base teórica, com um projeto voltado para o esporte paralímpico. Nesse campo, existe muito pouco estudo no mundo, em geral. Mas é uma área que está crescendo e tem visibilidade”.

Há cinco anos, Elisabeth atua como psicóloga do time de basquete sobre rodas do GADECAMP, que teve origem no Projeto de Atividade Motora Adaptada (PAMA) da Faculdade de Educação Física da Unicamp, a partir de 1988.

Beth, como é chamada pelos membros da equipe, não considera que os atletas paralímpicos tenham mais fragilidades emocionais do que os atletas sem limitações de ordem física. “Quando se propõe a praticar um esporte, o atleta paraolímpico já passou por todo o processo de reabilitação”.

Segundo a profissional, é possível que um número maior de psicólogos faça parte de comissões técnicas de equipes bancadas por projetos de renúncia fiscal, desde que os redatores incluam esse componente da comissão técnica nos projetos.

Thaís Sporkens Magna (mestranda em Gerontologia)

Graduada em Educação Física pela PUC de Campinas, Thaís tem experiência em academias com aulas coletivas de ginástica localizada, artística e rítmica. Tem especialização em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Esportiva pela Unicamp. Realiza pesquisa com cognição em idosos com adoção da prática de realidade virtual.

“A psicologia envolve a cognição”, diz Thaís, explicando porque seu trabalho está inserido no universo da psicologia esportiva. “Estudo de que forma a realidade virtual, que estimula a memória e a atenção, contribui para a cognição do idoso. Utilizamos um software que é uma espécie de quebra-cabeça virtual, induzindo o idoso a ficar atento e a memorizar. Esse software tem sido utilizado em clínicas de fisioterapia e nas ILPI (Instituições de Longa Permanência para Idosos, a forma como hoje são conhecidas as casas de repouso)”, afirma a mestranda, que tomou gosto pela área ao cuidar de sua avó, que tinha a doença de Alzheimer.

MAIS DEPOIMENTOS:

“O GEPEN como grupo de estudos e pesquisas mudou o meu conceito acadêmico sobre atuação científica. Atuo na área prática da Educação Física desde 2002 e na área acadêmica desde 2016 e somente após a minha participação no GEPEN entendi a necessidade de uma atuação interdisciplinar para evolução efetiva na minha área de estudos. As reuniões e a participação coletiva dos membros faz com que o GEPEN seja uma ferramenta de motivação e qualificação profissional muito eficiente. Todas as intervenções e participações coletivas ficam ainda mais relevantes sob a Coordenação e interação da Professora Dra. Paula, que, de maneira brilhante, conduz as apresentações e, principalmente, os objetivos individuais dos alunos. Essa conexão do coletivo faz com que o GEPEN seja um grupo muito especial tanto academicamente quanto profissionalmente. 
Além do meu relato acadêmico, quero também deixar meu relato pessoal. Minha experiência com o GEPEN se confunde também com a fase que passava na UNICAMP. Mesmo como aluno de Mestrado ainda não tinha achado meu verdadeiro caminho, talvez estivesse seguindo outros sonhos. O GEPEN entra em minha vida em 2019, a partir de uma disciplina da pós e o convite da Professora Paula. A partir da minha primeira participação no GEPEN entendi que precisava encontrar meu caminho e que ali seria meu primeiro passo. A união do grupo, a atenção dos alunos e da Professora me fizeram sentir pertencente e inserido nesse contexto de pesquisa proposto pelo Grupo. Hoje posso dizer que através do GEPEN consegui encontrar meu caminho acadêmico e profissional e tudo isso graças aos esforços coletivos do Grupo e da Professora Paula. O GEPEN é hoje meu momento de reencontro comigo mesmo e com meus objetivos profissionais e pessoais. Viver tudo isso é algo realmente muito relevante. 

Leonardo Cavalheiro Scarpato

Professor de Educação Física – Mestrando em Adaptadas (FEF-UNICAMP)

Meu objetivo profissional neste momento é aprender a fazer pesquisa científica de qualidade internacional. O GEPEN está sendo uma fonte de informação técnica e de bons relacionamentos com profissionais diferenciados. Os integrantes têm aquela curiosidade necessária, que nos mobiliza a saber mais e a fazer diferente. A coordenação da Prof. Paula é exemplar, conseguindo associar o rigor dos métodos com a consciência de que cada indivíduo é um universo. Gosto de estar semanalmente bebendo desta fonte e, quando não posso, sinto falta. O GEPEN já é um marco em minha carreira.

Adriana Vazzoler-Mendonça

Psicóloga

Sou Alexandre, formado em Educação Física e trabalho com esporte, nos níveis de formação, educacional e também de rendimento com equipes de competição, e coordeno professores de Educação Física em suas atividades. A Psicologia, com foco no esporte, que aprendo do GEPEN, tem mudado minha forma de olhar o ser humano que está na minha frente durante minhas atividades esportivas. Posso dizer que existe um Alexandre antes e outro depois do GEPEN, pois como educador físico, direcionava meus trabalhos e minhas ações com esses alunos mais para a parte técnica e tática, com foco na execução de movimentos, imaginando que sabia o motivo de aquele aluno estar ali para fazer as atividades esportivas. Com o GEPEN, esse olhar tem se voltado mais para esse aluno, buscando compreendê-lo melhor, quais suas necessidades e anseios na prática esportiva, qual sua história de vida e de que forma aquela prática pode mexer e mudar sua vida para melhor, compreendendo assim que a mente, a emoção, os pensamentos e os sentimentos desse ser humano comandam a execução dos movimentos. Sem compreender isso, é impossível solicitar ao aluno qualquer ação, e esperar que ele alcance o resultado que você deseja. Dessa forma, aprendi a deixar de lado o olhar e a vontade do professor apenas, para dar voz ao aluno, criando espaços mais abertos e acolhedores para que expressem suas emoções e pontos de vista. Agora, tenho transmitido isso aos professores que coordeno, e vejo que lhes parece estranho pensar dessa forma, por estarem acostumados ao modo mecânico de pensar as atividades e o aluno, assim como eu era, olhando o aluno do ponto de vista do rendimento, do resultado, muito baseado no objetivo do professor.

Portanto, o GEPEN, além de ensinar ações e ferramentas psicológicas para empregar com nossos alunos, nos ensina a antes olhar esse aluno como pessoa, que é única, com a história que carrega, para depois trabalhar com ela, respeitando suas capacidades e limites, acompanhando-a para que se desenvolva da melhor forma que ela consiga, e não da forma como o professor quer.

Alexandre Conttato Colagrai

Professor de Educação Física, Coordenação-SEME

O Grupo de Estudos em Psicologia do Esporte e Neurociências (GEPEN) é uma experiência emocionalmente intensa. Foi no GEPEN que aprendi o que é generosidade e a importância de se dedicar ao outro. Aprendi que sozinho posso chegar mais rápido, porém muito mais longe quando estou acompanhado. Foi graças ao apoio dos integrantes do GEPEN que superei a insegurança que tanto me assolava. Aqui encontrei um ambiente plural, formado por profissionais de diversas áreas do conhecimento, que contribuem de maneira significativa para o aperfeiçoamento da Psicologia do Esporte. O GEPEN é muito mais do que um grupo de pesquisa, é um espaço de formação de pessoas melhores. Não por acaso, entre os participantes, há um consenso: o GEPEN é diferente!

Vinícius Nagy Soares

Professor de Educação Física – Doutorando em Gerontologia (FCM-UNICAMP)

O GEPEN na minha vida foi um divisor de águas. Foi através desse grupo que eu tive contato com pessoas incríveis e profissionais supercapacitados, apaixonados por aquilo que fazem.

É o convívio com pessoas assim que te inspira no cotidiano. Além disso, pude contar com algumas pessoas que me ajudaram (e muito!) no processo de construção e estruturação do meu projeto de pesquisa. Na verdade, essas pessoas foram essenciais durante esse processo, pois me ajudaram dando ideias e novas perspectivas daquilo que eu poderia desenvolver.

Sou muito grata ao GEPEN, pois foi através desse olhar que pude ver além de meus horizontes e enxergar a minha carreira de maneira mais ampla; tanto na minha área de atuação (eventos esportivos e campeonatos de diversas modalidades), como academicamente, pois sonho ser professora universitária e sinto que estou cada dia mais perto dessa realização.

Camila Godoi

Bacharel em Educação Física (FEF-UNICAMP)

Faço parte do GEPEN desde o primeiro semestre de 2019. Busquei o grupo exatamente por algumas inquietações observadas na minha prática profissional. O grupo tem desenvolvido um projeto de extensão com viés social que atende crianças de baixa renda através de uma escolinha de futebol.

A partir das discussões realizadas no grupo, foi possível desenvolver um projeto piloto sobre a percepção do comportamento disciplinar dos alunos, a partir de regras propostas na escolinha de futebol. Essa estrutura advém dos encontros no GEPEN sobre variáveis de análises científicas.

Outro aspecto fortemente refletido na minha prática está relacionado ao acolhimento e valorização dos aspectos positivos dos alunos em detrimento aos negativos. Esse assunto é por vezes abordado nas reuniões do GEPEN e cabe profundamente em um ambiente onde as crianças, muitas vezes, são deixadas à margem e somente seus erros são explicitados.

Dentre outros aspectos, o GEPEN tem contribuído muito com o meu aprendizado, tanto relacionado à Psicologia do Esporte e Neurociências, mas principalmente sobre as relações humanas que devem existir entre os seres humanos, independentemente de qualquer coisa.

Tércio Alves do Nascimento

Professor de Educação Física

Sou aluna de mestrado da FEF-UNICAMP e membro do GEPEN. O grupo me auxilia a compreender a relação do esporte com a Psicologia. De maneira específica, como a prática de esportes de combate pode melhorar as habilidades psicológicas de mulheres. Para isso, o trabalho interdisciplinar do GEPEN é fundamental para o desenvolvimento de uma pesquisa sólida e de qualidade, e fornece modelos práticos para a realização de atividades que proporcionam um ambiente saudável para o desenvolvimento de aspectos psicológicos em diferentes grupos, como mulheres, atletas, pessoas com deficiência, entre outros.

Sarah Teixeira Gomes

Professora de Educação Física – Mestranda na FEF-UNICAMP

Lá estava, lá tentava… o GEPEN me abraçava

Lá estava, numa terça nublada, quando chego na sala, encontro a Paula.

Sempre muito sorridente, me acolhe contente e me entende em meio a tantos discentes.

Lá estava, lá tentava… sabia que minha vez chegaria, com tantos artigos me encontraria. O GEPEN me mostrando, que eu posso ser doutorando.

Crescendo eu fui, na tentativa com os estudos, busquei algo que fizesse sentido, e Mindfulness em meu caminho.

Lá estava, lá tentava… ampliando o meu repertório, com a Educação Física me encontrei, pois, a Psicologia também sei.

E hoje, posso afirmar, que sem o GEPEN, não vou ficar.

Afinal, lá estava, lá tentava… e todos ali me abraçavam.

Profa. Poliana Batista Thomaz

Pedagoga

O GEPEN é uma excelente ferramenta de aprimoramento profissional, de atualização, de network entre profissionais de diferentes áreas da saúde que trabalham com o esporte e o exercício. Em nossas terças-feiras de encontros, aprendo mais com os meus colegas pesquisadores. Além de atuarmos em diferentes áreas, temos também pessoas de diferentes idades e graus de instrução. Aplico o conhecimento adquirido nos nossos bate-papos, aulas, seminários e dinâmicas no dia a dia com os meus clientes da Universidade da corrida, além de transferir muitas estratégias para a minha vida pessoal, familiar, na igreja e entre amigos. Sempre compartilho também em minhas mídias sociais o conhecimento de forma prática para ser aplicado no dia a dia dos meus seguidores.

Gratidão pela oportunidade de ser GEPEN.

Juliana Orue

Professora de Educação Física

Ao entrar na faculdade, oportunidades jamais pensadas anteriormente são postas à nossa frente. Dentre elas figura a psicologia do esporte, que conquista muitos alunos com seu charme e importância. Na FEF, os responsáveis por essa área da educação física estão localizados no GEPEN. Uma vez dentro, entendemos que as atividades não se resumem à psicologia do esporte e sim à aprendizagem de vida, integração, conhecimento e – o mais importante – curiosidade. É essa curiosidade que nos fez aderir ao grupo de estudos. Ela permanece entre nós até hoje, pois não são abordados apenas temas fechados. A temática é ampla e enriquece e complementa ainda mais a graduação, pois todos têm algo a contribuir.

O GEPEN representa muito de nossa graduação pois há um senso de pertencimento importante a alunos de graduação que, mesmo estando no nível mais baixo na “hierarquia acadêmica” desfrutam de voz e respeito como qualquer outro membro.

Sem mais delongas, o GEPEN são todas as pessoas que o compõem. Com mestria e alegria da Paula, as tardes de terça são sempre cheias de aprendizado, diversão e muito estudo nas mais diversas áreas relacionadas à Psicologia do esporte e neurociências. Convidamo-los a conhecer essa maravilhosa equipe.

Alunos da Graduação FEF-UNICAMP

GEPEN com olhares de alunos de graduação

O GEPEN é muito mais que um Grupo de Estudos. Além de muitas pesquisas, discussões e produções acadêmicas, também temos a oportunidade de crescermos enquanto pessoas, Seres Humanos e isso faz uma grande diferença na vida profissional. No GEPEN o foco não está apenas na transmissão de conhecimento, mas, também no ensinamento aos alunos sobre o valor de se construir conhecimento em parcerias, respeitando seus princípios.

João Guilherme Cren Chiminazzo

Professor de Educação Física

Quando comecei no GEPEN estava em busca de conhecimento sobre como lidar com questões psicológicas dos meus alunos, uma vez que entendia a importância delas no processo de emagrecimento e na felicidade deles, que é o que procuro entregar como Personal Trainer.

No GEPEN tenho encontrado muito mais do que esse conhecimento. Existe uma troca muito rica entre profissionais que se entregam a profissões diferentes; contudo, lá agregam muito uns aos outros, seja através das linhas de pesquisa ou através de experiências ou de valores que cada um carrega em si. Como se não bastasse, ainda reencontrei a minha rotina de estudos, a fome por saber mais e a vontade de entregar algo maior através da pesquisa, para meus alunos, para outros profissionais e para a ciência como um todo.

Priscila Pessim

Professora de Educação Física