Vulnerabilidade no esporte: entenda o que é

14 de novembro de 2018 ● POR Flávio Rebustini

Por: Flávio Rebustini e Afonso Antonio Machado

*Esse texto é uma adaptação do projeto de pós-doutorado que gerou artigos e uma coleção de livros com o mesmo título.

Por muitas e muitas vezes ouvimos que o esporte é um agente de transformação social, e de fato é quando bem conduzido e orientado. Contudo, há uma outra face do esporte que deve ser conhecida e que pode tornar os envolvidos no ambiente esportivo exposto à vulnerabilidade, mas que também podem ser desencadeadores da vulnerabilidade.

Esse é um texto mais extenso e complexo, mas é fundamental para que saibamos que há inúmeras variáveis que merecem atenção por nossa parte.

O que é vulnerabilidade?

A literatura sobre a vulnerabilidade está, eminentemente, focada nas questões geográfica/ambiental (TURNER el. al., 2003), bioéticas (DINIZ; GHILHEM, 1999; RENAUD, 2009), geopolíticas (EZELL, 2007; SAREWITZ; PIELKE JR; KEYKHAH, 2003), de saúde (DUNKLEY el. al., 2011; SESAY, 2010; MEYER et. al, 2006; EPLOV et al., 2006) e de grupos (BELLENZANI; MALFITANO, 2006; FURINI, 2003), os quais se podem chamar de especiais ou de risco, inclusive partindo para o desenvolvimento de índices (DUNCAN; SCHALLER; PARK, 2009; SCHMIDTLEIN; DEUTSCH; PIEGORSCH; CUTTER, 2008; CARVO; DERCON, 2005).

De acordo com Renaud (2008), a vulnerabilidade evoca o “vulnus”, a ferida, acrescenta que agir e sofrer, atividade e passividade delineiam a estrutura de base da reflexão sobre a vulnerabilidade.

Turner et al (2003) define a vulnerabilidade como sendo o grau a que um sistema, subsistema ou um componente do sistema é susceptível a experimentar dano devido à exposição a um perigo.

Esse perigo apontado por Turner evidentemente atenta sobre as múltiplas camadas do contexto e pode ser originária de um risco único ou de múltiplos. Dependerá também da sensibilidade do sistema individual ou coletivo de responder adequadamente ou não ao risco, bem como é possível que fragmentos, partes ou combinações dos elementos que compõe o sistema respondam com intensidades e direções diferentes, essencialmente apontamos a não-linearidade que opera sobre e no sistema, resultando na imponderabilidade e no intangível de múltiplas respostas.

A relação de preponderância entre risco e exposição e o provável dano dependerá de múltiplas condicionantes para cada contexto de análise. Em síntese, a vulnerabilidade é formada por um sistema tripartite, composto pela exposição, risco e dano.

A complexidade entre as variáveis é elevada, tanto que para Czeresnia (2004), os modelos de análises de risco, ao terem como critério a experimentação, exigem o controle de todos os fatores que podem interferir na experiência, a fim de que sejam criadas as condições que permitam observar uma relação de causa e efeito. Entretanto, como indica a autora, a construção desses modelos estabelece um “processo de purificação” que cria uma abstração do fenômeno estudado e, por consequência, reduz a sua complexidade.

Cutler (1996) relaciona várias definições sobre a vulnerabilidade nos diversos ambientes de aplicação. De forma sintética, a vulnerabilidade é entendida como o desajuste entre ativos e a estrutura de oportunidades, proveniente da capacidade dos atores sociais de aproveitar oportunidades em outros âmbitos socioeconômicos e melhorar sua situação, impedindo a deterioração em três principais campos: os recursos pessoais, os recursos de direitos e os recursos em relações sociais (KAZTMAN, 1999).

Hopenhayn (2002) aponta um dos grandes eixos da vulnerabilidade da cidadania: a ausência do sentido de pertencimento, que se pulveriza e se fragmenta, através da desvinculação (des) estabelecida entre Estado-cidadania-identidade. Esta vulnerabilidade se expressa, portanto, no cerceamento dos direitos, sejam eles econômicos e/ou políticos e/ou culturais.

O esporte não atua nesse sentido? As seletivas esportivas dos que postulam serem atletas não são uma forma de cercear, impedir e neutralizar o sentido de pertencimento do jovem que quer praticar o esporte de competição. O esporte também cerceia o direito de ir e vir; no alto rendimento com a aplicação das concentrações, muitas vezes, prolongadas, inclusive com jovens atletas, vide os centros de formação e treinamento juvenis, que alijam os atletas da vida cotidiana ou nos países em que o esporte é um dos vértices de propagação e propaganda do regime político, onde as crianças e jovens são afastados da família e passam a estar inteiramente tutelados pelo Estado, com o único propósito de representar o sistema político.

A dialógica do indivíduo com o contexto e como as dinâmicas desencadeadas desse processo é o que o tornará vulnerável ou não. Para La Mendola (2005) os princípios do racionalismo individualista devem guiar as condutas dos agentes, sustentando, que os perigos devem ser enfrentados de forma individual. Para Palma et al (2003) é possível pensar numa vulnerabilidade individual, isto é, um estado ou condição particular de um indivíduo que o torna vulnerável. A vulnerabilidade pode manifestar-se não só em decorrência das condições individuais, biológicas e/ou geográficas e, sobretudo, das condições sociais de vida desfavoráveis. Portanto, a vulnerabilidade é um fenômeno complexo e que tem de ser analisado como tal.

Se pensarmos na vulnerabilidade no esporte eliminando as questões da individualidade do atleta; estaríamos desrespeitando um dos princípios norteadores do treinamento desportivo. Além das diferenças pertinentes a cada modalidade, a individualização do treinamento é ponto central da organização e do planejamento do rendimento desportivo. É exatamente a individualização do treinamento, das técnicas, dos materiais, da alimentação, dentre outros fatores que são feitos “sob medida” para cada atleta, que garantem o alto rendimento.

Assim, torna-se eminente encontrar maneiras de identificar, analisar, refletir, mensurar, equalizar os sistemas e estruturas que estejam latentes à vulnerabilidade. Fica patente a complexidade e interações que envolvem a vulnerabilidade e a atenção necessária aos fatores e conexões que a potencializam no binômio Humano-Ambiente (TURNER et al, 2003). Constitui vulto que as conexões sejam entendidas e tratadas contextualmente. Observando que a amplitude das respostas será aumentada significativamente em razão das complexas interações dentro e no sistema.

Onde estão os estudos sobre a vulnerabilidade no esporte? O “atleta-humano” não é vulnerável?

A vulnerabilidade em todas as suas formas é um tema “proibido” ou ignorado no esporte. Ela não coaduna com a competição, a imagem é sempre transposta para a superação, os problemas individuais não podem estar presentes e não podem ser considerados, a não ser quando podem ser associados há um passado sofrido e de privação que possa vir a tornar a reportagem ou a história mais atraente (REBUSTINI, 2012).

O que dizer da exposição ao excesso de treinamento (KREHER; SCHWARTZ, 2012; THIEL et. al., 2011; MEEUSEN et. al., 2010; PEARCE, 2002), ao doping (HAUW; BILARD, 2011; SABINO, 2004), às lesões (HUGHES; LEAVEY, 2012; CRISTAKOU; LAVALLEE, 2009), da transição de carreira (WYLLEMAN; REINTS, 2010; STAMBULOVA et. al., 2009; McKNIGHT et. al., 2009), da mídia (REED, 2011; GARRISON; SALWEN, 1989; WEIS, 1986), da torcida (MACHADO, 2011; FOER, 2004), do assédio (FASTING; BRACKENRIDGE; KJOLBERG, 2011; MARTILL, 2009; MOIOLI, 2004; SMITH; STEWART, 2003), dentre outras temáticas. Estas não são zonas de vulnerabilidade causadas pelo esporte? Temas como a vergonha (ELISON; PARTRIDGE, 2012; LAVOURA, 2007) e o medo (ELISON; PARTRIDGE, 2012; LAVOURA, 2007) são tocados levemente na ciência esportiva e raramente são abordados na prática esportiva. Como se o atleta de alto rendimento não fosse humano e não pudesse ter sentimentos, emoções, além daqueles que ressaltem sua “divindade” originária do Olimpo. Já é possível até aos robôs expressarem rudimentarmente emoções. Todos estes fatores mencionados, de forma isolada ou combinada podem resultar no abandono da carreira esportiva (REBUSTINI, 2012)

Esses apontamentos conduzem para a complexa convivência entre o esporte como forma de resolução social e saúde, reforçado intensamente pela mídia contemporânea. De um lado, a formação dos “heróis” e a valorização da superação, e de outro lado, o esporte que fragmenta o atleta que “explora” ao máximo as energias e as habilidades. Quantos são os atletas que encerraram suas carreiras com problemas de saúde e lesões? Um fato marcante recente é o processo coletivo movido por ex-atletas de futebol americano em razão dos efeitos das concussões cerebrais sofridas ao longo da carreira. (FOLHA.COM, 25/12/2011).

McKnight e colaboradores (2009) destacam as diferenças entre os atletas de alto rendimento e as outras profissões quanto ao momento de transição de carreira, aproximadamente na idade que os atletas de alto nível se retiram do esporte (alta competição), seus pares frequentemente estão começando suas carreiras em outro domínio não esportivo, casando e tendo filhos. Isto quer dizer que ainda jovens já estão “velhos”.

A atenção dada a estes fatos é suficientemente estudados? Há uma atenção adequada? Eles são assistidos após terem entregues seus “corpos” a treinamentos extenuantes? Como são trabalhados seus medos? Suas angustias?

Se as vulnerabilidades podem ser impeditivas para o rendimento de alto nível, por que elas não são evidenciadas? Significa dizer que as porções “humanas” dos atletas de alto rendimento são suprimidas para patamares que não atrapalhem o desempenho nas competições. Será que é possível tal grau de abstração e distanciamento? Quando ele (a) não estiver mais no esporte de alta competição, como fica sua vida “mundana”? Para ilustrar podemos utilizar a entrevista da ex-número um do tênis Justine Henin, quando questionada sobre qual era o maior medo, ela responde “Ser abandonada. Tenho medo de ficar sozinha, acho que como a maioria das pessoas”, acrescenta de forma enfática “Eu era uma máquina e agora lamento isso” (TENISBRASIL, 14/06/2012, grifo meu). Isso é um claro desejo de pertencimento.

Os atletas não podem apontar fragilidades ou vulnerabilidade. Nesse sentido, Palma et al. (2003, p. 84-85), descrevem que:

É possível empreender uma apreciação crítica, cujo foco não se concentra no sujeito, no biológico, ou nas causas e efeitos, mas, antes, na vulnerabilidade do coletivo e do indivíduo, nas contradições da sociedade, bem como nas múltiplas relações que estas interagem com a prática de exercícios físicos.

Na ausência de notícias que advogam sobre os resultados dos atletas, setores da mídia não se reprimirão em provocar, criar novos leads sobre a vida do atleta. Isto também pode ser enquadrado por sadismo, o jornalista perpetra o sofrimento no atleta. O jornalista ataca, muitas vezes, a intimidade do atleta para conseguir uma altercação que permita uma nova matéria, um lead retumbante.

Então, o que dizer das novas mídias, elas não são potencializadoras da exposição perversa? Elas são praticamente incontroláveis; o que foi exposto pode ter sido gravado por um dos seguidores, mesmo que o autor do microblog (Twitter) tenha excluído a mensagem, não há controle daqueles que tiveram acesso as novas mídias são desencadeadoras da vulnerabilidade (REBUSTINI, 2012).

Estes apontamentos indicam que o esporte em várias circunstâncias é um potencializador da vulnerabilidade, e não como propalado um remediador das questões sociais e um mitigador da vulnerabilidade; não podemos eliminar de maneira alguma essa função, doravante também não podemos ignorar a leitura de que o esporte de competição induz, seduz, inserta, conduz e, por diversas vezes, leva a aniquilação do indivíduo, propagandeando o sucesso e a “salvação” em busca do Olimpo. Como afirmam Machado e Bartholomeu (2011, p. 52) “manter uma hegemonia esportiva está muito além do prazer de competir ou participar […] no mundo tecnológico e fugaz do momento esportivo, temos uma avaliação externa que movimenta o núcleo praticante: os fãs, a mídia, a família, a política, entre outros”.

Assim, o meio leva a fragmentação do atleta, atacado constantemente do ponto de vista físico, social e emocional. Muitas vezes, a família que deveria ser a guardiã da formação desse jovem, sobrecarrega-o com todas as expectativas de salvação e ascensão social, muitos, nessa lógica, tornam-se empresários de seus próprios filhos em tenra idade.

A agudez do tema não para nessa descrição, Moioli (2004) em sua dissertação de mestrado acabou atingindo um tema ainda mais escamoteado, as “trocas de favores sexuais” para que atletas jovens fossem aceitos e conseguissem acesso a determinados clubes de futebol. O abuso sexual na infância tem papel significante no esporte organizado, sendo que nos últimos 30 anos, o foco esteve sobre “perpetrador masculino – vítima feminina” e que os abusos aos meninos raramente são considerados (MARTILL, 2009). Portanto, as relações de assédio em diversas formas estão claras no esporte.

Diante do exposto, é difícil isentar o esporte de propiciar a vulnerabilidade e a consequente exposição que atletas e comissões técnicas, principalmente, estão expostos nas nem sempre claras relações de poder existentes.

Para saber mais: REBUSTINI, Flávio; MACHADO, Afonso Antonio. MODELO HIERÁRQUICO DE VULNERABILIDADE NO ESPORTE. Pensar a Prática, v. 19, n. 4. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fef/article/view/41209/pdf

E na coleção Vulnerabilidade no Esporte de nossa autoria.

Flávio Rebustini – Pós-doutor pela UNESP/Rio Claro; Pós-Doutor pela Universidade do Québec em Tróis Rivières (Canada)

Afonso Antonio Machado – Professor UNESP/Rio Claro; Pós-Doutor pelo Minho/Portugal e Pós-Doutor pela Faculdade de Motricidade Humana – Lisboa/Portugal.

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