Considerações sobre a ingestão de proteínas relacionada a prática de musculação

04 de agosto de 2016 ● POR Karina Dias

As proteínas desempenham importantes papéis no nosso organismo como reparação celular, construção e reparação de músculos e ossos, prover energia (gliconeogênese) e regular uma série de importantes processos metabólicos do corpo. Têm como unidade formadora os aminoácidos. Do ponto de vista nutricional, há dois tipos de aminoácidos: os não-essenciais, que podem ser sintetizados pelo organismo sadio a partir de alimentos consumidos diariamente e os essenciais (histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e valina), que dada a incapacidade do organismo produzí-las, deve ser obtidos mediante dieta. (ANTUNES, 2003).

Muitos praticantes de musculação visam a suplementação para otimizar seus resultados, uma vez que necessitam de maior quantidade protéica que as estabelecidas para indivíduos sedentários. Pessoas envolvidas em treinos de resistência necessitam de 1,2 a 1,4g de proteína por quilograma de peso ao dia, enquanto que atletas de força, 1,6 a 1,7g por kg de peso/dia, bem superior aos 0,8 a 1,0g por kg de peso/dia dia, estabelecidos para indivíduos sedentários. A ingestão de proteína ou aminoácidos, após exercícios físicos, favorece a recuperação e a síntese protéica muscular. (Lemon, 1998).

Inclusive, vale frisar que estudos têm mostrado que somente os aminoácidos essenciais, especialmente a leucina, são necessários para estimular a síntese protéica, gerando hipertrofia muscular. (HARAGUCHI et al., 2006).

Concluindo, é importante que haja ingestão de proteínas para a eficácia do processo de hipertrofia. Mas também é importante que se busque orientação de profissionais capacitados para a prescrição de uma boa dieta aliada com as características individuais do funcionamento de cada organismo humano, como o fisiologista, o nutricionista e o endocrinologista. Fica evidente também a necessidade de se produzir mais estudos que venham a analisar a quantidade necessária de ingestão proteica relacionada a prática do treinamento de força.

(Fonte: Thiago Alves é Personal Trainer e Expert do Portal da Educação Física).

BIBLIOGRAFIA

ANTUNES, Aloisio Jose. Funcionalidade de proteínas do soro de leite bovino. Editora Manole Ltda, 2003.

LEMON, Peter WR et al. Effects of exercise on dietary protein requirements. International Journal of Sport Nutrition, v. 8, p. 426-447, 1998.

HARAGUCHI, Fabiano K.; ABREU, Wilson C.; PAULA, Heberth de. Proteínas do soro do leite: composição, propriedades nutricionais, aplicações no esporte e benefícios para a saúde humana. Rev Nutr, v. 19, n. 4, p. 479-88, 2006.