Quando os músculos da perna são fortes, o cérebro envelhece melhor

04 de dezembro de 2015 ● POR Redação

Você provavelmente não acredita que exista alguma relação entre o condicionamento do seu cérebro e o dos seus músculos, mas uma pesquisa recente revelou que quando os músculos da perna de uma pessoa são fortes e resistentes, ela tende a ter um melhor envelhecimento cerebral.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade de Londres acompanharam 162 mulheres e suas irmãs gêmeas durante 10 anos. Ao longo desse período, as voluntárias tiveram seus hábitos de atividade física e de estilo de vida analisados.

Além disso, as mulheres também passaram, no decorrer desses 10 anos, por testes de memória e aprendizado. Os cientistas também consideraram fatores genéticos – aliás, foi por isso que escolheram mulheres que tinham irmãs gêmeas, já que, nesses casos, as informações genéticas são as mesmas.

No final das contas, a força muscular das pernas foi o fator que mais teve relação com um envelhecimento cognitivo saudável. Basicamente, a gêmea que tinha a perna mais forte no início do estudo foi sempre a que teve melhores habilidades cerebrais depois dos 10 anos da pesquisa, mantendo mais matéria cinzenta no cérebro.

É a primeira vez que cientistas conseguem provar que há uma relação entre a qualidade muscular dos membros inferiores e um envelhecimento cerebral saudável. A boa notícia mesmo é que isso não significa que você precisa ter pernas torneadas de atleta – na verdade, os pesquisadores acreditam que fazer mais caminhadas ou simplesmente passar mais tempo em pé já ajuda muito nesse sentido.

Se você está se perguntando por que os músculos das pernas foram os que tiveram mais impacto, isso basicamente tem a ver com o fato de que esses são os maiores músculos do corpo humano e, além do mais, são obviamente músculos fundamentais à prática de atividades físicas.

De acordo com a responsável pelo estudo, Dra. Claire Steves, observar o envelhecimento em gêmeos idênticos é uma forma interessante de chegar a conclusões a respeito de envelhecimento saudável, um assunto de interesse geral. Steves acredita, ainda, que esse tipo de pesquisa pode mostrar às pessoas que pequenas mudanças são suficientes para uma melhor qualidade de vida.

Matéria publicada no site Boa Informação