A Psicomotricidade nas Academias

06 de março de 2012 ● POR Inara da Silva Santos

 

 

Se a Psicomotricidade baseia-se na relação de componentes como: pensamento, movimento e afetividade e as academias além de possuírem salas espaçosas e equipadas, estão repletas de seres humanos que buscam o equilíbrio entre estes componentes, mesmo que inconscientemente. Por que ainda é tão escassa a oferta deste trabalho? Talvez porque a Psicomotricidade ainda está associada a ambientes terapêuticos ou escolares.

Sendo assim, entende-se que a Psicomotricidade só serve para quem apresenta dificuldades motoras ou de aprendizagem. Mas e nas academias? Não há pessoas, de todas as faixas etárias, e que também apresentam tais dificuldades?

E quanto aquele grupo, que nas academias é tão querido, mas fica limitado as aulas de hidroginástica ou musculação? Será que os idosos não gostariam de uma atividade baseada no jogo simbólico, na sociabilidade e afetividade?

Dentro de uma Academia, principalmente nas médias e grandes, vejo a atuação da Psicomotricidade o tempo todo: em aulas de natação para bebês e para crianças, algumas empresas já até incluíram como Psicomotricidade Aquática, o que é fantástico!

Nas aulas de Pilates, o equilíbrio, a coordenação motora e a modulação tônica são estimuladas continuamente.

E o que, atualmente, é conhecido como treinamento funcional, apresenta, também, incontáveis estímulos psicomotores.

Tudo isso é ótimo para as pessoas que precisam melhorar ou desenvolver algumas capacidades motoras básicas. Mas as academias podem oferecer a psicomotricidade em sua essência, com o seu nome próprio, assim como, felizmente, tem ocorrido no departamento aquático.

Acredito que o termo psico é mal interpretado pelas pessoas que, por falta de conhecimento, entendam a psicomotricidade como uma espécie de tratamento psicológico e automaticamente associam que indivíduos que façam psicomotricidade “têm algum problema, não sejam normais”, etc.

A Psicomotricidade já ficou restrita a linha terapêutica por muito tempo, está na hora de reverter este quadro e apresentá-la às pessoas como um resgate do sentido de estar vivo, de estar em movimento e em relação com espaço e o objeto.

Apesar de propor ou elaborar exercícios ricos em componentes psicomotores alguns profissionais que atuam nas academias ainda não se deram conta disso e associam os benefícios dos mesmos aos fatores estéticos, por isso é importante que o psicomotricista atuante na academia seja um profissional de educação física com especialização ou formação em psicomotricidade, pois a sua visão sobre o movimento torna-se diferenciada e os benefícios ao cliente ultrapassam as barreiras do corpo.

A atuação do psicomotricista é bem complexa e neste universo, o espaço onde o trabalho é desenvolvido torna-se um complemento que deve se adequar a clientela.

Dentro da academia basta uma sala ou quadra, um espaço seguro para que o movimento flua. Pode-se trabalhar com materiais específicos ou com materiais clássicos como cordas, arcos, bolas. Tudo dependerá da clientela, sua faixa etária e necessidade como grupo. Se o trabalho for individualizado torna-se terapêutico e o ideal para academia seria realizar sessões em grupo. As sessões podem ser de atividade livre, jogos psicomotores, circuitos com estações baseadas em componentes psicomotores como: lateralidade, esquema corporal, equilíbrio, tônus, orientação espacial e temporal.

Esta é uma sugestão para professores e gestores que gostam de desafios e acima de qualquer coisa de gente.

Se a Psicomotricidade baseia-se na relação de componentes como: pensamento, movimento e afetividade e as academias além de possuírem salas espaçosas e equipadas, estão repletas de seres humanos que buscam o equilíbrio entre estes componentes, mesmo que inconscientemente. Por que ainda é tão escassa a oferta deste trabalho? Talvez porque a Psicomotricidade ainda está associada a ambientes terapêuticos ou escolares.

Sendo assim, entende-se que a Psicomotricidade só serve para quem apresenta dificuldades motoras ou de aprendizagem. Mas e nas academias? Não há pessoas, de todas as faixas etárias, e que também apresentam tais dificuldades?

E quanto aquele grupo, que nas academias é tão querido, mas fica limitado as aulas de hidroginástica ou musculação? Será que os idosos não gostariam de uma atividade baseada no jogo simbólico, na sociabilidade e afetividade?

Dentro de uma Academia, principalmente nas médias e grandes, vejo a atuação da Psicomotricidade o tempo todo: em aulas de natação para bebês e para crianças, algumas empresas já até incluíram como Psicomotricidade Aquática, o que é fantástico!

Nas aulas de Pilates, o equilíbrio, a coordenação motora e a modulação tônica são estimuladas continuamente.

E o que, atualmente, é conhecido como treinamento funcional, apresenta, também, incontáveis estímulos psicomotores.

Tudo isso é ótimo para as pessoas que precisam melhorar ou desenvolver algumas capacidades motoras básicas. Mas as academias podem oferecer a psicomotricidade em sua essência, com o seu nome próprio, assim como, felizmente, tem ocorrido no departamento aquático.

Acredito que o termo psico é mal interpretado pelas pessoas que, por falta de conhecimento, entendam a psicomotricidade como uma espécie de tratamento psicológico e automaticamente associam que indivíduos que façam psicomotricidade “têm algum problema, não sejam normais”, etc.

A Psicomotricidade já ficou restrita a linha terapêutica por muito tempo, está na hora de reverter este quadro e apresentá-la às pessoas como um resgate do sentido de estar vivo, de estar em movimento e em relação com espaço e o objeto.

Apesar de propor ou elaborar exercícios ricos em componentes psicomotores alguns profissionais que atuam nas academias ainda não se deram conta disso e associam os benefícios dos mesmos aos fatores estéticos, por isso é importante que o psicomotricista atuante na academia seja um profissional de educação física com especialização ou formação em psicomotricidade, pois a sua visão sobre o movimento torna-se diferenciada e os benefícios ao cliente ultrapassam as barreiras do corpo.

A atuação do psicomotricista é bem complexa e neste universo, o espaço onde o trabalho é desenvolvido torna-se um complemento que deve se adequar a clientela.

Dentro da academia basta uma sala ou quadra, um espaço seguro para que o movimento flua. Pode-se trabalhar com materiais específicos ou com materiais clássicos como cordas, arcos, bolas. Tudo dependerá da clientela, sua faixa etária e necessidade como grupo. Se o trabalho for individualizado torna-se terapêutico e o ideal para academia seria realizar sessões em grupo. As sessões podem ser de atividade livre, jogos psicomotores, circuitos com estações baseadas em componentes psicomotores como: lateralidade, esquema corporal, equilíbrio, tônus, orientação espacial e temporal.

Esta é uma sugestão para professores e gestores que gostam de desafios e acima de qualquer coisa de gente.