Voo livre: esporte é proibido no País, mas é praticado por falta de fiscalização

23 de agosto de 2012 ● POR Redação

De acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica, comercializar voos duplos em asa delta e parapente é proibido em território nacional. Porém, em um dos pontos mais tradicionais e conhecidos pela prática do esporte radical, a rampa da Pedra Bonita, localizada no Rio de Janeiro, é possível encontrar cerca de 120 instrutores. O grande problema é que poucos sabem que a prática está proibida no País, e os poucos que sabem querem driblar a lei. Para isso, os interessados em realizar os saltos se denominam como “alunos” e assinam um contrato que descreve o passeio como “voo de instrução”. Sendo assim, a atividade ganha legalidade.

O Ministério Público Federal (MPF) diz que a responsabilidade é da Aeronáutica e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), porém a Força Aérea Brasileira (FAB) diz que isso compete ao Comando da Aeronáutica, que deve restringir o espaço aéreo à prática de voo livre. Para a FAB, a Anac deve ser procurada quando o assunto é fiscalização. Já a Agência, por sua vez, mudou a interpretação que fazia em relação ao voo livre em maio deste ano, quando a prática deixou de ser considerada uma atividade de aviação civil e passou a ser vista apenas como esporte radical. E, nesta condição, não caberia mais a Anac controlar a atividade. Nesse jogo de empurra, os maiores prejudicados são os próprios praticantes, que conhecem pouco do assunto e só querem deslumbrar a paisagem da cidade maravilhosa.