A febre do Slackline

21 de outubro de 2012 ● POR Redação

Além de ajudar na corrida, o esporte melhora a concentração e o equilíbrio.

O esporte, que começou em meados dos anos 80 nos campos de escalada do Vale de Yosemite, nos EUA, conquistou o Brasil inteiro. É possível ver em parques, orlas e praças vários grupos se aventurando em cima da fita de nylon que tem 15 metros de comprimento e 50 mm de largura. Popularizou-se como treino de equilíbrio, mas trabalha muito mais do que isso: abdome frontal e oblíquo, peitoral, bíceps e tríceps, por exemplo.

Não é tão difícil começar a praticar. Procure duas árvores que não ultrapassem a distância da corda e monte seu slackline a 30 cm do chão. Se não tiver como realizar ao ar livre, a atividade pode ser praticada em ambientes fechados – algumas academias possuem o slack. Foi assim que tudo começou com o Daniel Ferreira, que quatro vezes por semana investe na modalidade. “Eu treinava escalada na academia indoor. Lá tinha o slack e eu comecei a me aventurar no esporte – sempre que eu ia, arriscava uns passos. Até que um dia eu consegui cruzar a linha toda”, conta Daniel.

Para começar, flexione os joelhos, levante os braços e contraia o abdome – olhando sempre para a frente. Atravesse a fita com calma – assim será mais fácil calcular o equilíbrio necessário. Depois de algum tempo praticando, já é possível fazer “malabarices”, como dar alguns pulos.

E quem disse que o esporte não ajuda na corrida? Por utilizar bastante o core (lombar + abdome) e as pernas, o slackline dá uma potencializada em seus treinos. Além da contribuição estética e no desempenho na corrida, a atividade possui benefícios também mentais. O equilibrio, a concentração, a consciência corporal, a velocidade de reação e a coordenação motora ficam afiados.

Modalidades

O esporte possui seis variações, conheça-as!

Soulline: é onde tudo começa – os fundamentos do slackline são aprendidos nessa modalidade.

Yogaline: com poses inspiradas na Yoga, melhorando a concentração.
Trickline: depois de conquistar equilíbrio, é a hora de começar a fazer algumas manobras com a fita com um metro ou mais de distância do chão.

Longline: com mais de um metro de distância do chão, o desafio é aumentar o percurso para 20 metros.

Waterline: o desafio dessa modalidade é atravessar o percurso em cima da água.

Highline: essa é para os mais corajosos – a travessia é feita a cinco metros do chão.


*Matéria retirada do site Revista W Run