Afinal, por que estudar Gestão do Esporte?

30 de agosto de 2018 ● POR Felipe Cezar

Os caminhos mais habituais para quem se forma em Educação Física são: virar professor ou personal, e talvez nunca mais retornar às salas de aula com aluno. Não há nada de errado com isso ou até mesmo em seguir essas profissões. Porém, é bom saber que existe um vasto mundo, cheio de opções a serem exploradas pelos profissionais dessa área tão rica e diversa.

Atualmente, uma das áreas que vêm apresentando novas oportunidades aos profissionais de Educação Física é a Gestão do Esporte.

Em entrevista com Virgílio Franceschi Neto, ele nos conta quais os benefícios e as peculiaridades de fazer a extensão na área.

Virgílio estudou Gestão do Esporte em Portugal, é comentarista de rugby, professor na graduação em Comunicação do Esporte, Marketing do Esporte e Gestão do Esporte da Estácio e foi professor visitante no curso de Pós-Graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios no Esporte da FMU.

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Após finalizar a extensão em Gestão do Esporte, quais as aptidões mais interessantes que os alunos adquirem? Por que você considera interessante o retorno às salas de aula para realizar a extensão?

Virgílio

“Em primeiro lugar, eles adquirem uma visão mais ampla da indústria esportiva. Não apenas em relação à organização de eventos e torneios, mas também, a saber comunicar e colocar produtos esportivos no mercado, pois […] são uma opção de lazer que disputa espaço com tantas outras – como teatro, cinema, netflix etc.

Fornece ao profissional atualização e revisão dos conceitos teóricos e aplicação prática dos mesmos, permitindo uma noção mais ampla de mercado e de dinâmica do consumidor. É preciso ter essa percepção para trabalhar o marketing e comunicação estratégica para cativar o público”.

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Quais as diferenças entre o curso de Gestão Esportiva no Brasil e em Portugal?

Virgílio

“As diferenças não são relacionadas aos conceitos ou à essência da coisa. Porém, aqui algumas modalidades – como corrida, corrida de montanha, esportes radicais, skate, ciclismo etc – são um nicho de mercado muito mais interessante que na Europa. Em contrapartida, o Velho Continente trabalha esportes coletivos como: futebol, handebol, vôlei, basquete, futsal e vários outros com uma cultura de mercado maior que o Brasil”.

Como este curso lhe ajudou no trabalho como comunicador?

“Me ajuda no sentido de me dar uma noção mais ampla do universo esportivo. Fez com que eu entendesse melhor as situações de vestiário, de negociações e os demais processos. Me facilitou analisar com maior racionalidade e frieza do que um torcedor ou um apaixonado pelo esporte”.