Aplicativos transformam a vida dos professores de Educação Física

03 de junho de 2019 ● POR Alessandro Lucchetti

Já foi o tempo em que os aplicativos de exercícios físicos apresentavam uns bonequinhos toscos fazendo polichinelos e flexões de braço. Algumas opções de apps pressupõem contatos presenciais periódicos. Em outras, os usuários consultam um especialista presencial para que possam entender suas limitações e restrições. Rotinas filmadas em diversos ângulos esclarecem alguns mistérios. A gamificação é um forte aliado no combate ao sedentarismo. Com sistemas de pontuação, os usuários são incentivados a praticar exercícios e registrar suas atividades. Criticados por especialistas, alarmados com os riscos de lesões, os apps vieram para ficar. A praticidade e, sobretudo, os preços, conquistam legiões de adeptos. Há opções por R$19,90 mensais.

Os apps abriram mais uma possibilidade para profissionais de Educação Física empreenderem. É o caso do professor Silvio Alabarse, dono do BMH (Body Mind Health), que continua dando aulas. “Eu tenho metas ambiciosas para a minha empresa e me dedico bastante a ela, mas prossigo em minha atividade de professor”, diz o profissional, que foca num público-alvo com condição financeira mais elevada. Alabarse só contrata profissionais com mestrado ou doutorado em Educação Física. A cada 15 dias pelo menos, ele requer que os usuários tenham contato presencial.

Marina Moretti, gerente de marketing da Workout, nome que um rebrand pespegou à marca que nasceu como Numi, festeja o sucesso da empreitada.

Lançado em 2018, o negócio ultrapassou a marca de 500 mil downloads. O Workout é um dos aplicativos da tech.fit, responsável também pelo Tecnonutri e pelo Dieta e Saúde, afetos à área de nutrição. O Workout emprega uma profissional de Educação Física em seu quadro fixo e trabalha com diversos especialistas parceiros que se incumbem da criação de treinos.

Segundo Marina, o profissional que queira trabalhar para o Workout deve ter “interesse pela história de cada assinante, a fim de proporcionar a melhor experiência para cada um deles, além de ter muito conhecimento sobre as posições corretas de cada treino para transmitir isso com o maior cuidado possível, além de ser tecnológico, usando a internet e aplicativos como plataforma para levar informação de qualidade a lugares remotos do Brasil e do mundo”.

O céu é o limite para a Workout, que tem constantemente a meta de dobrar o número de usuários do mês anterior. “O Workout veio para suprir mais um dos pilares da jornada do autocuidado: alimentação saudável, saúde mental e atividade física. Queremos ajudar as pessoas a encontrar a atividade física perfeita para suas rotinas e gostos pessoais, viciando no esporte e saindo do sofá”, apregoa Marina.

O perfil mais frequente de usuários, segundo Marina, é o de pessoas interessadas em treinos de baixo impacto, com a finalidade de emagrecimento. “Temos também um perfil de mamães, mamães recentes e gestantes que querem levar uma vida ativa após o parto. E há um outro segmento de usuários adeptos de treinos mais agitados, como hiit e corrida”.