Por que os profissionais de educação física pouco se interessam pelo campo da gestão do esporte?

16 de dezembro de 2016 ● POR Redação

De olho em um fenômeno que leva para o esporte profissionais de outras áreas das ciências humanas e sociais, o Portal foi procurar entender por quais motivos os formados em educação física pouco se interessam pela área da gestão do esporte.

Com grande potencial de crescimento e cada vez mais requisitada por clubes, organizações e até empresas convencionais, a área da gestão do esporte contempla uma vasta gama de possíveis campos para o desenvolvimento de trabalhos e pesquisas.

Para embasar o nosso questionamento, fomos entrevistar Eduardo Carlassara, graduado e mestrando em educação física/gestão do esporte pela EEFE/USP. Ele colaborou com a nossa matéria e esclareceu, dentre vários fatores, aqueles que o levaram a optar por essa área, e o quanto esse campo tende a crescer nos próximos anos.

Pergunta 1
Portal – Quais são as possibilidades de atuação de um recém-formado em educação física no campo da gestão do esporte?
Eduardo – As possibilidades são diversas. Os recém-formados podem atuar em agências, clubes, empresas do ramo esportivo, projetos públicos e privados, centros de treinamento, etc. Mesmo com esse campo vasto de oportunidades, como em todas as áreas, há a necessidade de que o aluno recém-formado tenha experiência de atuação nessas áreas, além disso, ajudará no processo se ele tiver já alguns cursos de gestão, marketing, etc, que também facilitam nos processos de admissão na área da gestão do esporte. É importante ressaltar que mesmo as possibilidades sendo diversas o mercado ainda é bastante fechado, dependendo muitas vezes de indicação. Por isso, as experiências prévias ajudarão nos contatos futuros.

Pergunta 2
Por que você acha que os formados em educação física pouco consideram o avanço na área da gestão do esporte, pós-faculdade?
Eduardo – Na verdade não sei se os recém-formados pouco consideram a área. Como ela é uma área, relativamente, nova os cursos e instituições de ensino ainda não dão a atenção devida e não oferecem o contato adequado que a área merece. Sendo assim, isso influencia para o desconhecimento e despreparo dos alunos que possuem interesse (mínimo) na área. Outro fato é a questão mencionada na outra resposta: a área ainda é muito fechada, depende de indicação, currículo mais interdisciplinar (pedem cursos de gestão, pós-graduação, etc). Isso também pode contribuir para o afastamento do recém-formado que tem interesse na área.

Aos poucos, faculdades tradicionais começam a enxergar o potencial da área e passam a oferecer em suas grades, cursos de pós-graduação focados nesse objetivo. A última delas é a FECAP – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, que acaba de desenvolver o curso e abrir matrículas para 2017. A pós-graduação em Gestão do Esporte é liderada pelo renomado professor e pesquisador da Escola de Esportes da USP, Ary Rocco. Você pode ter acesso aos conteúdos do curso e aos valores de investimento clicando aqui.

Para dar maiores informações aos leitores desta matéria e com o objetivo de explorar todo o potencial dessa área, separamos um dos principais artigos sobre gestão do esporte desenvolvidos no Brasil, pelo autores Cláudio Rocha e Flávia Bastos. Para ler o artigo que define a área da gestão do esporte com ótimos exemplos, clique aqui.