Por que a Educação Física é um dos cursos universitários mais populares?

08 de outubro de 2018 ● POR Felipe Cezar

Não é segredo que um dos males dessa geração é o sedentarismo. De acordo com a OMS, um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes (com idades entre 11 e 17 anos) não praticam atividade física suficiente.

Porém, é perceptível que o curso de Educação Física sempre foi um dos mais procurados pelos vestibulandos, e nos últimos anos, o número de candidatos só vem aumentando nos principais vestibulares do país. E a crescente não deve diminuir nos próximos anos.

Em 2017, a relação candidato-vaga (C/V) para cursar educação física nas tradicionais universidades, USP e Unicamp, foi 9.0 e 10.9, respectivamente. Agora, na edição 2018 desses vestibulares, a relação C/V foi 9.15 para a estudar na primeira, e 11.9 para cursar na segunda.

Já no Sisu 2018, os números foram mais altos ainda. Para cursar ABI – Educação Física, havia 35,68 candidatos por vaga, e o curso Educação Física e Saúde tinha 29,88 C/V.

Em bate papo com Marcelo Casati, o coordenador do curso da Faculdade de Educação Física da Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) e conselheiro do CREF4, ele acredita que “isso está acontecendo por uma mudança de hábito por parte da população. Antigamente, a pessoa procurava atividades físicas por questões estéticas e modismo, apenas. Hoje, praticar exercícios é uma questão de saúde. Cada vez mais a população vem se conscientizando disso”.

Isso tudo vem acontecendo por conta de uma mudança que aconteceu gradualmente no país. Nos anos 80, “educação física era diretamente relacionada às escolas, algumas academias ou clubes de futebol. Agora, é possível ver que a atividade física está sendo implementada nos mais diversos segmentos da sociedade. Desde as atividades laborais nas empresas, em ambientes hospitalares, instituições de ensino, em áreas de fitness espalhadas pela cidade etc”.

“Hoje, os próprios alunos entram no curso com um pensamento, com uma ideia do que desejam trabalhar. Porém, quando se formam, 85% dos alunos acabam atuando em áreas que nem sabiam que existiam, pois começam a ter conhecimentos que não tinham na área da saúde, fisiologia, biometria e em vários outros ramos”.

(Fonte: Marcelo Vasques Casati, coordenador do curso da Faculdade de Educação Física da Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) e conselheiro do CREF4 – CREF: 015211-G/SP)