Volta às aulas: Já pensou em incluir o Rugby no planejamento?

29 de janeiro de 2019 ● POR Danilo Fernandes

Nos últimos anos diversos portais e programa de TV já fizeram matérias a respeito do Rugby, muitas pessoas até já conhecem a modalidade pelo nome, mas o que talvez gere dúvidas principalmente em Professores de Educação Física é de que modo podemos iniciar este esporte com crianças e adolescentes, ou até mesmo com grupos adultos que nunca tiveram contato. E este é o objetivo deste artigo, oferecer uma base mínima para profissionais que as vezes também nunca jogaram Rugby mas gostariam de incluir em seus planos de aula desde o Ensino Infantil até adultos fora do ambiente escolar.

Mas o Rugby não é um jogo de contato? Não envolve quedas? Será que é violento? De antemão já podemos adiantar que para o ambiente escolar e para professores não familiarizados a recomendação é a utilização de versões do Rugby onde NÃO há contato físico nem quedas (TAG Rugby e Touch Rugby) e desta forma você professor poderá iniciar a modalidade sem receios. As próprias federações recomendam que crianças e adolescentes em ambiente escolar iniciem por estas versões e que somente professores habilitados trabalhem o jogo com contato físico.

            Para facilitar, o artigo será dividido em duas partes no mesmo texto:

  1. Base teórica: Breve histórico do Rugby, Variações do esporte e Rugby no Brasil. (informações úteis para professores e alunos de forma a introduzir o esporte)
  2. Conteúdo prático: Rugby na Ed. Física Escolar, Como adaptar a modalidade para quadras ou patios e Exemplo de Plano de Aula.

PARTE 1: O surgimento de um Futebol jogado com as mãos

Breve história

Conta a lenda que o Rugby teria surgido em 1823 quando na cidade inglesa de mesmo nome e  durante uma partida de futebol, um garoto chamado Webb Ellis teria pego a bola com as mãos e percorrido o campo em posse da mesma e assim surgiu o Rugby Football. Obviamente é apenas uma história, mas o que sabemos é que tanto o Futebol quanto o Rugby são praticamente irmãos, foram ambos criados na Inglaterra e que por certo tempo foram um esporte só, sendo que após alterações na regra acabaram se dividindo em modalidades distintas. Segundo dados da World Rugby (federação mundial da modalidade) o Rugby é o segundo esporte com bola mais praticado no mundo, estando atrás apenas do irmão futebol. Algumas pessoas ainda confundem Rugby com Futebol Americano, porém são dois esportes um tanto diferentes em regras e forma de jogar. Podemos dizer que o Rugby é praticamente um pai do Futebol Americano que surgiu décadas após nos EUA.


Atualmente mais de 200 países praticam a modalidade, principalmente na Europa e Oceania, mas todos os continentes contam com Ligas e Competições Nacionais e Continentais. Há também uma Copa do Mundo realizada de 4 em 4 anos, sendo esta o 3º maior evento esportivo do planeta, tendo à sua frente somente os Jogos Olímpicos e Copa do Mundo de Futebol. O Rugby também é um esporte olímpico e voltou a ser disputado nos Jogos Rio 2016 após sua última presença em 1924. Entre as grandes potências do Rugby estão a Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, Inglaterra, Irlanda, França e nossa vizinha Argentina.

Recentemente foi exibido um documentário sobre a história do rugby chamado Todos Por Um, o mesmo pode ser visto clicando AQUI (http://interativos.globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/ep/rugbi/especial/todos-por-um)

Regras básicas e variações

Existem várias formas de se jogar rugby, mas algumas regras são básicas para qualquer uma delas:

– O objetivo do jogo é percorrer todo o campo da equipe adversária e após a linha de fundo colocar a bola no chão para marcar TRY. Não pode arremessar a bola e nem solta-la do alto, é necessário chegar ao final do campo adversário e literalmente apoia-la no chão com as mãos.

– Pode realizar ilimitados passes para os parceiros de equipe. Entretanto, estes passes só podem ser feitos para os lados ou para trás, passar para frente constitui uma infração. A única forma de avançar com a bola é o portador correndo com a mesma para frente. Derrubar a bola para frente mesmo sem querer também é ilegal e a posse vai para outra equipe

– Nos jogos com contato físico a equipe de defesa pode recuperar a bola tomando das mãos do adversário ou levando o portador da bola ao chão através do fundamento de Tackle. Há diversas regras de segurança para como este tackle deve ocorrer, e após o portador da bola cair ele deve obrigatoriamente soltar a bola o que dá oportunidade do adversário poder retomar a posse. Nas versões sem contato físico ninguém é derrubado e para recuperar a bola a defesa deve retirar fitas que estarão presas na cintura dos jogadores (TAG Rugby) ou simplesmente tocar o portador da bola com ambas as mãos (Touch Rugby)

Rugby XV: É a versão mais conhecida, jogada com 15 atletas de cada lado em 2 tempos de 40min. O campo é gramado com medidas pouco maiores que o campo de futebol. Todos os atletas participam das jogadas tanto de ataque quanto de defesa. Nesta versão ocorre o jogo em pé com atletas correndo e passando a bola e também o contato físico e quedas através do já citado tackle. Caso hajam passes para frente ocorre uma disputa de força chamada Scrum (8 atletas cada lado na disputa) e nos laterais há o elevador conhecido por Lineout. Este é o Rugby da Copa do Mundo.

Rugby Sevens: É a versão olímpica do Rugby. Jogado com 7 atletas em cada equipe e em 2 tempos de 7min. O campo de tem a mesma medida do Rugby de 15 o que torna o jogo mais corrido devido a sobra de espaços e por haver menos atletas o que exige bom preparo físico. Há poucas diferenças nas regras e também é jogado com contato físico e quedas. No scrum e lineout apenas 3 atletas de cada lado participam.

Beach Rugby: Versão jogada na areia com equipes de 5 atletas. Há contato físico, mas após a queda não há disputa pela bola no chão, quem foi derrubado deve levantar e passar a bola. Não há scrum e lineout.

Rugby em cadeira de rodas: Pois é, o rugby também conta com sua versão paralímpica que lembra muito o basquete em cadeira de rodas mas sem cesta. É jogado em quadra e a bola é redonda.

Touch Rugby: Versão sem contato físico. A equipe de defesa deve tocar o portador da bola com ambas as mãos para impedir que o mesmo avance. Após um número pré definido de toques caso não haja Try a posse de bola muda de equipe. É uma versão muito utilizada por atletas das versões acima quando estão treinando fundamentos onde o contato físico não é necessário ou então apenas como jogo recreativo pois auxilia no condicionamento físico.

TAG Rugby: Muito similar ao Touch, os atletas terão um cinto na cintura com uma fita (TAG) de cada lado. A defesa deve retirar a TAG do portador da bola fazendo com que este fique impedido de correr e tenha que passa-la. Após um determinado número de TAGs retiradas se não houver Try a posse de bola é invertida.

Tanto no Touch quanto no TAG Rugby o número de atletas pode variar assim como a medida da área e tempo de jogo. Nestas versões também não há fundamento de chute, diferente do jogo com contato onde chutar a bola é permitido. Como não há contato físico nem quedas são as versões mais recomendadas para o ambiente escolar e abordaremos logo a frente na parte 2 deste texto.

Para quem ficou interessado em mais regras e fundamentos do jogo de contato, o mais recomendado é o curso on line da World Rugby. É super simples, com textos e vídeos e pode ser feito por crianças e adultos. Além de gratuito e em português, o mesmo também gera um certificado de conclusão, saiba mais sobre o Rugby Ready clicando AQUI. (http://rugbyready.worldrugby.org/?language=PTBR)

Rugby no Brasil

Assim como o Futebol, o Rugby foi trazido para o Brasil no final do séc XIX por Charles Miller. Há equipes no país com mais de 100 anos ainda em atividade. Existem campeonatos nacionais e estaduais tanto nas categorias masculina e feminina. A maior parte das equipes concentram-se nas regiões sudeste e sul, mas há times em praticamente todos os estados do país. Só para dar uma ideia da proporção que já há de equipes, o Campeonato Brasileiro de Rugby XV possui primeira e segunda divisão e o Campeonato Paulista masculino possui 4 divisões. Também há os nacionais e estaduais de Rugby Sevens. Além disso, como forma de incentivar novos jogadores as federações estaduais organizam festivais infantis para garotada geralmente a partir dos 6 anos. Existem também diversos projetos sociais que tem como objetivo a disseminação da modalidade para crianças e jovens de forma gratuita como o caso do Projeto Hurra Rugby e também algumas unidades do SESI.

A Seleção Feminina de Rugby Sevens é um dos nossos maiores orgulhos, tendo conquistado nada menos do que 14 títulos Sulamericanos em sequência e também o bronze no Pan de Toronto. Já no masculino o foco maior é na versão de 15 jogadores onde a disputa continental é muito mais acirrada e atualmente a seleção conquistou seu primeiro título Sulamericano após uma vitória inédita e histórica sobre a Argentina.

PARTE 2: Hora de partir para prática

Rugby na Ed. Física Escolar

            Acredito que chegamos no capítulo que trouxe você professor até o texto, não é mesmo? Lembre-se que tudo que foi dito acima pode e deve ser utilizado para introduzir o esporte aos alunos. Fale da história, mostre fotos ou vídeos, as diferentes variações com e sem contato físico para despertar o interesse e até desfazer alguns mitos. Conte para eles sobre a maior seleção de Rugby do mundo os All Blacks da Nova Zelândia e a famosa dança do Haka, como o rugby foi utilizado na África do Sul após o Apartheid para reaproximar brancos e negros e dos apelidos de cada seleção como o Brasil que também é conhecido por Tupis. Não esqueça de falar o quanto a bola oval já é praticada por aqui, que tal procurar nomes de times nacionais?

Como trabalhar/adaptar o Rugby na escola? (ou grupos que desconhecem o esporte)

Como já citamos, o recomendado é que a parte prática seja sem contato físico. Primeiro porque geralmente o professor não dispõem de um campo gramado, somente quadras ou pátios, então para segurança não deve haver quedas. Segundo porque as versões sem contato físico são muito mais simples para ensinar e são mais facilmente aceitas por quem não conhece o esporte. Aqui o foco será no TAG Rugby, pois as fitas na cintura são um recurso visual que auxilia muito os alunos. Se após as aulas algum aluno queira partir para o jogo de contato, o ideal é descobrir se há times em sua cidade ou região, onde haverão professores capacitados para ensinar todas as técnicas de segurança, contato, quedas etc.

            Caso o professor não disponha de bolas de rugby, pode utilizar bolas de borracha, voleibol ou handebol, o formato da bola não é importante nesta fase de aprendizado. Os cintos e fitas com velcro também podem ser adaptadas utilizando faixas feitas com TNT com 7cm de largura por 40cm de comprimento, basta dar um nó na ponta da fita e coloca-la presa ao elástico do shorts, uma de cada lado.

Ah! Antes da primeira aula prática de Rugby jamais se esqueça de falar dos valores deste esporte. O Rugby preza pelo Respeito, Disciplina, Solidariedade, Trabalho em equipe e Integridade dos praticantes. Durante jogos não se deve questionar a arbitragem, mas durante as aulas perguntas são sempre bem vindas. Nunca critique ou vaie seu parceiro de equipe ou adversário, diga aos alunos para sempre incentivar e auxiliar os colegas, principalmente os que apresentarem alguma dificuldade. Os valores do Rugby são levados tão a sério e fazem parte da formação do caráter dos praticantes de tal forma que na Argentina a modalidade é conteúdo obrigatório nas escolas. Neste LINK um vídeo sobre os valores do Rugby. (https://www.youtube.com/watch?v=IdzzYyw7bWQ&t=)

            Exemplo de Plano de Aula: Dos fundamentos básicos ao Jogo

A seguir um Plano de Aula de XXX semanas que ensinará os fundamentos básicos do TAG Rugby permitindo assim que possam ser realizadas partidas e quem sabe até mesmo torneios interclasse. Estas atividades podem ser utilizadas com qualquer idade e podem ter suas regras modificadas para se adequar a cada situação.

AULA 1: Manipulação de bola e Marcando TRY

            Atividade 1: Permita que os alunos conheçam a bola de rugby, ela é diferente e todas as crianças querem toca-la. Em roda, passe a bola de mãos em mãos e peça para que cada aluno tente fazer um movimento diferente com a bola.

            Atividade 2: Faça um pega-pega, o aluno em posse da bola deve tentar toca-la nos colegas, não pode arremessar a bola. Quem for tocado fica com a bola e reinicia a brincadeira. Procure sempre segurar a bola com as duas mãos. Que tal utilizar 2 à 4 bolas ao mesmo tempo para um jogo mais agitado?

            Atividade 3: Forme algumas filas com 5 alunos cada. O 1º de cada fila com uma bola. Mostre a todos onde é a linha que deverá ser ultrapassada para marcar try. Ao sinal os portadores das bolas correm para marcar try, voltam rapidamente e entregam a bola para o próximo da fila. Ganha a equipe em que todos marcarem TRY duas vezes. São incontáveis as variações de regra para esta brincadeira.

AULA 2: Retirando TAGs e situação de jogo 1×1

            Atividade 1: Estando todos os alunos com as TAGs na cintura, forme duplas posicionados um de frente para o outros, ao sinal eles devem tentar pega a TAG do parceiro ao mesmo tempo em que não devem perder a própria TAG. Oriente que não é permitido dar tapas na mão do adversário ou empurrar, somente desviar o corpo tentando esquivar de ter a TAG “roubada”. Sempre que alguém pega a TAG deve dizer “TAG” e na sequência devolver para o parceiro antes de recomeçar.

Atividade 2: Similar à atividade anterior, agora com equipes e sem devolver as TAGs, ganha a equipe que pegar todas as TAGs do time adversário primeiro. Experimente também a sala toda ao mesmo tempo porém sem equipes, ganha quem sobrar sozinho com TAG na cintura.

            Atividade 3: Forme um corredor de cones com 5mts de largura por 10mts de comprimento. Defina também uma equipe de ataque e uma de defesa, todos com TAG na cintura. Ao sinal, entra 1 aluno de ataque com a posse de bola e 1 aluno de defesa no corredor, um por cada lado. O atacante deve tentar cruzar todo o corredor e marcar TRY sem ter a TAG retirada pela defesa. Após todos participarem inverta ataque e defesa.

AULA 3: Fundamento de passe (qualquer direção)

            Atividade1: Até esta aula o foco foi correr em posse da bola, marcar try e retirar TAGs. Para os passes, forme grupos de 5 alunos em roda realizando passes para direita, para esquerda, ou para o parceiro que desejar, até mesmo para frente. O importante aqui é sempre realizar os passes próximos à linha do abdomem e quadril, evitando passes de peito similar ao basquete. Procure sempre utilizar as duas mãos.

            Atividade 2:  Forme equipes para o jogo dos 10 passes. A equipe em posse da bola deve tentar realizar 10 passes antes que o adversário pegue 3 TAGs. Se pegar os 3 TAGs a posse inverte. Caso a bola caia também inverte a posse. Só pode pegar TAG do portador da bola. Permitido passes em todas as direções.

            Atividade 3: Este jogo se chama Caos. Forme 2 equipes. Posicione 3 arcos ou cones de cores diferentes em locais distantes um do outro. O professor diz uma das 3 corres, a equipe em posse de bola deve tentar marcar TRY no arco de cor correspondente antes de ter 4 TAGs retirados, pode passar para frente. O professor pode dizer outra cor antes mesmo de acontecer um TRY para exigir rápida adaptação das equipes. A cada TRY marcado ou após 4 TAGs retirados inverte a posse de bola.

AULA 4: Os passes do Rugby (somente para os lados ou para trás)

            Atividade 1: Similar a Atividade 1 da Aula 3, alunos em roda porém de costas para o centro da roda, ao realizar os passes para direita e esquerda estarão fazendo o movimento de passar para trás. Enfatize a necessidade de sempre olhar para o parceiro antes do passe e de se comunicarem para evitar que a bola caia muitas vezes.

            Atividade 2: Forme 4 colunas uma ao lado da outra afastados 3mts, o primeiro aluno da primeira coluna com a bola. Ao sinal somente o primeiro aluno de cada coluna corre, eles devem se deslocar enquanto realizam passes para o lado. Ao chegar no quarto aluno, eles viram 180º e retornam passando a bola para os lados novamente até chegar no primeiro. Entregar a bola para o próximo da coluna e reiniciar. Para evitar passes para frente, diga para quem vai receber o passe sempre esperar o portador da bola correr primeiro.

            Atividade 3: Similar Atividade 3 da Aula 2, mas agora 2 atacantes com 1 da defesa. O portador da bola pode tentar cruzar o corredor sozinho ou efetuar o passe. O defensor só pode pegar TAG do portador da bola. Experimente fazer 3 contra 2 permitindo perder 1 TAG. Utilize corredores mais largos.

AULA 5: Formando a linha de defesa

            Atividade1: Faça um pega-pega corrente (vários pegadores de mãos dadas, quem for pego aumenta a corrente) retirando TAGs ao invés de pegar no parceiro com as mãos e explique que no Rugby a defesa é feita com todos os jogadores em uma mesma linha, parecido com o pega-pega corrente, apenas sem dar as mãos. Quando alguém sai da linha gera um espaço onde o adversário pode passar.

            Atividade 2: Tradicional jogo de Pic Bandeira (Rouba bandeira ou Bandeirinha), porém a bandeira a ser pega no final do campo adversário é a bola de rugby. Tentar traze-la para seu campo sem ter o TAG retirado. Enquanto isso a outra equipe também estará tentando pegar a bola de seu time do outro lado. Pode ser jogado permitindo passes ou não. Exige muita organização e comunicação das equipes.

            Atividade 3: Mini-Rugby. Faça partidas de TAG Rugby com os fundamentos já trabalhados, porém em equipes pequenas com 4 alunos em meia quadra para cada 2 times. Além de ser simples devido poucos participantes e menor espaço, permite que todos participem ativamente, proporcionando inclusão. A cada 3 TAGs inverte a posse de bola.

AULA 6: Jogando TAG Rugby

            -A partir desta aula os alunos já terão a compreensão dos principais fundamentos. Realize partidas utilizando toda a quadra, com equipes de 5 a 8 jogadores dependendo da idade ou porte físico, quanto mais velhos menos jogadores na equipe devido o tamanho do espaço disponível.

-O número de TAGs a serem retiradas pode variar, quanto maior o número de TAGs a serem pegos mais fácil para o ataque e vice-versa. Após ter a TAG retirada o portador da bola obrigatoriamente deve parar de correr, pegar sua TAG de volta e passar a bola. O limite de 5 TAGs é um dos mais utilizados. Se o jogador da defesa estivar com um TAG na mão ele não pode tentar pegar outro até que devolva o primeiro.

-A defesa não pode roubar a bola das mãos do adversário, mas pode interceptar passes ao longo do jogo. Somente o passe após perder uma TAG não pode ser interceptado. Nenhum jogador da defesa pode ficar atrás do portador da bola quando o mesmo perde a TAG devendo retornar ao seu lado de jogo.

– Caso haja um passe para frente ou a bola caia para frente mesmo sem querer, o jogo deve parar e a posse de bola fica com a outra equipe. A contagem de TAGs retirados sempre volta para Zero quando inverte a posse. Pisar na linha lateral já conta como fora e inverte a posse de bola. Em todo reinício de jogo cada equipe deve estar do seu lado do campo nunca misturado com a equipe adversária.

Para finalizar:

Todas as aulas devem contar com um aquecimento e ao final uma conversa com a turma para saber o que entenderam da aula. Peça aos alunos que digam o que estão achando, que sugiram ou modifiquem as regras das brincadeiras e tragam mais informações. Que tal tentar jogar outros esporte com TAG na cintura? Imagine um futebol ou basquete onde não pode roubar a bola, somente pegar a TAG. Com criatividade opções não vão faltar!

Agradecemos a todos que chegaram até aqui, é um artigo longo mas que visava oferecer conteúdo prático para as aulas, não deixem de comentar o que acharam. Em caso de dúvidas entrem em contato. Sejam bem vindos ao Rugby!

-Professor Especialista Danilo Fernandes de Camargo é formado em Educação Física pela Faculdade de Educação Física da ACM de Sorocaba FEFISO. Pós Graduado em Fisiologia do Exercício pelo Instituo Biodelta FMUSP e Especialista em Rugby Infantil através do Projeto TRY Rugby SESI São Paulo em parceira com a Premiership Rugby da Inglaterra, atua no SESI Votorantim-SP como Professor Técnico em Esportes no Programa SESI-SP Atleta do Futuro de Rugby e Programa SESI-SP Academia. Contato pelo e-mail danilo.camargo@sesisp.org.br