O que o esporte pode esperar do governo Bolsonaro?

30 de outubro de 2018 ● POR Nathalia Almeida

No domingo, 28, o então deputado federal Jair Bolsonaro foi eleito por 55,13% votos, e ocupará o cargo de Presidente da República entre 2019 e 2022. Contra os 44,87% de votos de Fernando Haddad (PT), o candidato do PSL receberá a faixa presidencial no dia 1º de janeiro do ano que vem.

Formado pela Escola de Educação Física no Exército (EsEFEx), o candidato de 63 anos já se mostrou, em diferentes oportunidades, um fã de futebol. Declarou ser torcedor do Botafogo no Rio de Janeiro, e do Palmeiras, na cidade de São Paulo. De todo modo, o gosto pelos clubes parece não ter influenciado os rumos do seu plano de governo quando o assunto é esporte.

Integrando planos não apenas para o esporte, mas também para a educação e saúde, Bolsonaro não destaca nenhuma proposta específica para a área. As diretrizes políticas do candidato relacionam a prevenção de doenças com a prática de esportes, citando uma integração com o programa Saúde da Família, projeto implantado pelo pelo Ministério da Saúde em 1994.

Para o jornal LANCE!, Onyx Lorenzoni, futuro Ministro da Casa Civil de Bolsonaro, afirmou que o esporte não está entre as prioridades do governo e que o candidato priorizará assuntos relacionados aos campos da segurança pública, saúde e educação básica.

Ainda assim, o candidato buscará incluir profissionais de Educação Física no programa Saúde da Família e ativar academias ao ar livre. Para o novo presidente, elas podem ser uma opção para auxiliar no combate do sedentarismo e da obesidade da população. Sobre as aulas de Educação Física, o Plano de Governo do candidato eleito pelo PSL planeja aumentar o número para três aulas semanais, assim como oferecer mais aulas de ciências, matemática e português.

Sem uma proposta definida para o esporte nacional, o novo Presidente entende que sua relação está mais ligada ao universo da inclusão social. Em entrevistas, ele afirma que os estados e os municípios serão os maiores responsáveis em estender os diferentes programas dessa área.

Sem uma manifestação pública, o destino parece incerto. Segundo as notícias que rondam o novo Presidente, é provável que haja uma fusão de Ministérios, e que o do Esporte esteja dentro dessa mudança. Segundo Lorenzoni, há duas alternativas para o futuro presidente: unir educação, cultura, esportes, ciência e tecnologia em um mesmo ministério, e separar educação, cultura e esporte de ciência e tecnologia. As duas opções mostram que as propostas estarão sempre ligadas à outros temas, e podem não ser vistas no plano individual.